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Trazendo diretamente dos Bolsos furados da Minha Mochila!
“Chovia muito naquele dia, ainda lembro-me dos gritos, da dor que senti...
e jamais irei me esquecer do cheiro...”
Parecia
que havia sido ontem que o Jovem Pisces tinha saído de casa,
passaram-se 10 anos e o rapaz não parecia ter mudado muito, tirando o
corte de cabelo. Relativamente alto, magro, com um olhar vazio, que
transbordava indiferença para tudo e ao mesmo tempo possuía o fogo que
só era visto no olhar dos mais corajosos dos cavaleiros, era isso que o
diferenciava dos outros, ele não parecia ser o que era. Um Mercenário.
O
rapaz tinha acabado de acordar, tivera o mesmo sonho, uma mulher ruiva
gritando por socorro. Entretanto, isso não lhe incomodava, sofria com
esse sonho todas as noites durante longos anos. Ao que parecia o jovem
estava em um lugar conhecido, aparentava uma vila humana, só que mais
rústica. Quando pensou em descer do topo da árvore que tinha usado como
dormitório, pode ouvir um andar pesado e uma voz grosseira dizendo:
“Onde está aquele humano? Tenho certeza que o vi passar ontem por aqui.
Se não bastasse enfrentar aqueles malditos Kobolds e Goblins, ainda
tenho que me preocupar com humanos invadindo a vila. Quando eu o
encontrar... ele vai ver do que é feito o Orc Herói!”
Foi
por pouco. – Pensou Pisces, nas condições atuais, enfrentar essa
criatura seria atentar contra a própria vida. Mas não tirava a razão do
Orc, ele foi contratado por um importante comerciante em Geffen para se
livrar de alguns Orcs que atrapalhavam a rota comercial entre a Capital
e a Cidade da Magia. Só que para acabar com o problema, ele precisava
se infiltrar na vila e descobrir os responsáveis, isso não era uma
tarefa fácil, mas ele precisava de dinheiro...
“Socorro!!!”
Isso
despertou a atenção de Pisces, que saltou da árvore com tamanha
graciosidade que parecia que possuía asas. Assim que chegou ao solo,
não perdeu tempo, sacou suas Katares, envenenou as mesmas e saiu em
disparada na direção ao grito, parecia pouco se importar se seria
descoberto ou não, a voz era muito familiar e ele precisava descobrir...
Chegando
ao local, ele encontrou o Orc Herói e sua “guarda” de Grand Orcs
encurralando uma garota, mas não era uma garota comum, Pisces a
conhecia...
“Ei! Bando de
Orcs, vocês não deviam estar procurando alguém que vocês pudessem
lutar? Façamos um acordo. Vocês Azuis contra mim primeiro, se eu
vencer, aquele ali da Coroa vai deixar a Garotinha em paz e vir comigo,
caso contrário, eu conto a vocês o motivo de estarem sendo caçados e ao
invés de terem só a garota, terão a mim também. O que acham?”
Ao
ouvir essas palavras, a garota ficou mais assustada, como um magrelo
daqueles iria dar conta de nove Orcs ao mesmo tempo? Sem levar em
consideração o Poder que o Orc Herói tinha, era o Segundo mais forte da
Tribo, só estando abaixo do Senhor dos Orcs.
“Está bem Mercenário. Será maravilhoso ver você sendo cortado por uma lâmina Orc. Soldados, ATACAR!!!!"
Os
Grand Orcs avançaram como um batalhão, eram muito coordenados, até um
cavaleiro teria problemas para vencer uma luta dessas. Todavia, Pisces
abriu um sorriso e deixou escapar uma frase: Eu sabia. Quando os Orcs
se aproximaram, o rapaz desapareceu, deixando apenas uma pequena nuvem
de poeira em seu lugar, Foi então que começou. Estacas de Pedra saíram
do chão e perfuravam o batalhão de Orcs, que estavam desgovernados, não
sabiam de onde vinham os golpes e aos poucos começaram a cair.
“Seu idiotas, saiam daí, esse humano está embaixo da Terra, SAIAM DE PERTO AGORA!!!”
De
pouco adiantaram as palavras do Líder Orc. Sua tropa estava dizimada,
não restou ninguém além dele para contar o acontecido. Quando do meio
dos corpos, surgia novamente a face do mercenário, com um sorriso
estampado e dizendo:
“É só
isso que eles podem fazer? Não se preocupe grandão, eles não estão
mortos, só estão como posso dizer, dormindo. Em algumas horas eles vão
acordar com uma dor de cabeça, eu venci, deixe a garota vir comigo em
segurança e eu lhe direi algo que possa lhe interessar...”
Os
olhos do Orc pareciam derramar lágrimas, seus soldados haviam partido
para a batalha com a vontade de matar aquele humano, que poupou a vida
de todos. “Quem era ele? Por que ele fez isso?”. Essas eram as
perguntas na cabeça do grande líder Orc.
“Rapaz,
deixo que a garota vá se me responder algumas perguntas. Quem é você e
por que está fazendo isso? Mercenários não se importam com ninguém, só
com dinheiro e com eles mesmos...”
O estranho era
que essas mesmas perguntas estavam na cabeça da garota, como alguém com
aquela aparência era tão forte? E por que ele arriscou tanto para
salvar alguém que não conhece? Mas antes que a jovem pudesse terminar
seu raciocino o rapaz começou a falar.
“Quem eu sou? Me chamo Pisces e sou só um Anjo Negro da Guarda. O Por
quê? Bem, tenho minhas razões pra arriscar minha vida por essa garota.
E não me compare aos simples mercenários, não sou igual a nenhum deles,
dinheiro não trará minha felicidade, só serve como um caminho no qual
irei andar até encontrar aquilo que preciso e almejo.”
Tamanhas
palavras impressionaram tanto a garota quanto o Orc, que carregava seus
soldados para dentro da floresta enquanto dizia:
“Anjo Negro, espero encontrar com você novamente algum dia, considere-se bem vindo a essa vila...”
Ao
terminar a frase, ele arremessava sua Coroa ao rapaz, isso na tribo Orc
significava que eles agora eram seus amigos, mas antes que pudesse
dizer alguma coisa, o Orc já tinha desaparecido e Pisces não pode
contar a razão de ter invadido a vila. Foi então que a garota correu
até ele e abraçou ele fortemente e disse.
“Obrigado Senhor Anjo, serei grata por ter salvado a minha vida.”
Com um sorriso de felicidade no rosto, Pisces só respondeu...
“Você teria feito o mesmo por mim... pequena Yuuki...”
“Chovia
naquele dia, a dor nos olhos dela são minhas últimas lembranças,
o
calor do fogo extinguiu todo o sentimento do lugar,
só restando dor
para preencher o vazio dos olhos dela...”
Com um sorriso de felicidade no rosto, Pisces só respondeu...
“Você teria feito o mesmo por mim... pequena Yuuki...”
As
palavras dele ecoaram por toda a mente de Yuuki, ela não havia
mencionado seu nome, entretanto ele sabia seu nome e parecia conhecê-la
há bastante tempo. O que era estranho, pois Yuuki não sempre viveu
sozinha desde os 5 anos de idade. Abandonada perto da cidade de Alberta
com apenas as roupas do corpo e uma pequena faca, quem diria que ela
teria se tornado uma ferreira tão exemplar, tanto em suas habilidades
quanto em seu físico. Tinha curtos cabelos vermelhos como sangue, um
corpo bem definido para sua idade, ela possuía apenas 15 anos,
entretanto, aparentava ter cerca de 30 anos. O que mais chamava atenção
em Yuuki eram seus olhos, eles possuíam uma coloração bastante incomum,
era amarelado, não um amarelo comum, mas tinham o brilho de uma barra
de ouro, dignos de uma ferreira.
Mas toda essa imponência de
nada adiantou, ela estava em choque, mal conhecia a pessoa que salvou
sua vida e estranhamente ela reconheceu aquela pessoa.
“Ei, como você sabe meu nome? Não cheguei a falar nada...”
Retrucou
Yuuki, se afastando rapidamente olhando para os lados, tentando
localizar a única coisa que ela julgava que iria lhe “proteger” seu
carrinho.
“Calma, não precisa
se assustar. Salvei você não foi? Temos que voltar a Geffen logo, essa
coroa só me permite passagem segura pela vila oeste, só que estamos na
vila leste e há uma criatura aqui que é bastante agressiva, e mesmo que
ele esteja de bom humor, não é tão sociável assim.”
Pisces
parecia preocupado ao dizer essas palavras, seu olha havia mudado, não
parecia mais àquela pessoa meiga que Yuuki havia pensado. Agora ele
tinha o olhar de um verdadeiro assassino.
“Você está dizendo que o Senh...”
“Não diga esse nome! Só um mero sussurro é capaz de acordar essa coisa...”
Assim que ele terminou a frase, notou que Yuuki corria feito uma louca em direção a uma árvore gritando:
“QUERIDO, ACHEI VOCÊ MEU AMOR!!!!”
Quando
ele notou, ela estava abraçando o seu carrinho. Pisces não pensou duas
vezes, pegou a primeira pedra que encontrou e arremessou na cabeça dela
dizendo:
“SUA IDIOTA, QUER MORRER!?!?!”
“Aiiii!!! Por que você fez isso? Tá doendo sabia!?”
“Sua
maluca está pensando em que? Não é mais fácil chamar todos os Orcs pra
te atacar? Você sai por aí gritando feito uma doida por um carrinho...
sabe as Kafras teleportam isso para qualquer lugar... não precisa ficar
falan...”
Antes que pudesse terminar sua frase, Pisces caiu no
chão, e antes de desmaiar conseguiu se virar, ele viu o Senhor dos Orcs
e seus arqueiros, que haviam lhe acertado uma flecha envenenada...
“Irmão,
o que houve com o papai e com a mamãe, eles estão deitados todos sujos
de uma água vermelha e não querem acordar... irmãozão não deixa aquele
lobo chegar perto de mim... IRMÃOOO...”
“YUUKI!!!!!!!!!!!!”
Pisces
havia acordado, estava em uma estalagem, ao que parecia pelo cheiro,
era próxima do mar. Quando tentou se levantar, sentiu uma dor pulsante
no peito e ouviu aquela voz novamente.
“Vai
abrir os ferimentos assim bonitão, um Anjo não deveria ter pesadelos e
acordar gritando meu nome. Isso é estranho, já que você chamou por mim
durante essas 2 semanas, eu tinha pensado que você ia ficar dormindo
pro resto da vida. Mas fico feliz que tenha acordado.”
Vestida
com um short curto e uma camisa social semi-aberta, Yuuki estava ali no
quarto, sentada do lado da cama com uma cara de sono, e alguns
ferimentos. “Será que ela lutou contra os Orcs?” Pensou Pisces enquanto
se recuperava da dor.
“Onde estamos? Alberta ou Izlude? E como saímos de Geffen?"
“Nenhum
nem outro estamos em Moscovia, uma ilha e se não fosse o MEU carrinho
que você brigou por eu ter comemorado em encontrar, estaríamos
mortos...”
Disse Yuuki segurando um pergaminho de portal,
era um item bem raro, poucos tinham sido escritos, mas a serenidade no
rosto dela desapareceu e abrindo um sorriso sarcástico disse:
“Agora que estamos empatados, dá pra você me explicar COMO VOCÊ SABE MEU NOME!?!?!”
Pisces
parecia que estava tão sonolento que não notou o grito de Yuuki, só
pendeu a cabeça para o lado, abriu um sorriso que mesclava felicidade
com ironia e disse:
“Você só me lembrou minha irmãzinha que desapareceu há 10 anos...”
Isso
foi um choque, Yuuki perdeu sua família há 10 anos e ela sentia
conhecer o rapaz, seria isso uma coincidência? Tinha que ser, não havia
outra explicação para isso...
“O
cheiro, aquele cheiro... chuva e fumaça, normalmente teria me
esquecido, entretanto, cheiro de sangue, misturando com esses odores,
ficou gravado em minha memória.”
Pisces parecia que
estava tão sonolento que não notou o grito de Yuuki, só pendeu a cabeça
para o lado, abriu um sorriso que mesclava felicidade com ironia e
disse:
“Você só me lembrou minha irmãzinha que desapareceu há 10 anos...”
Isso
foi um choque, Yuuki perdeu sua família há 10 anos e ela sentia
conhecer o rapaz, seria isso uma coincidência? Tinha que ser, não havia
outra explicação para isso...
Ela estava confusa, não se
lembrava direito de sua família, ela só tinha cinco anos, a única coisa
que lembrava era de seu irmão, ele devia ter cerca de sete ou oito anos
na época e possuía cabelos loiros. Entretanto, Pisces tinha cabelos
prateados, talvez tivesse descolorido por alguma razão, só restava-lhe
perguntar ao rapaz.
“Ei... Desculpe perguntar... mas... qual a sua idade?”
“Bom, eu tenho 27 anos... só me responde o porquê dessa pergunta...” - Disse Pisces com um ar de sonolência.
“Ufa... você não pode ser meu irmão... ele seria mais novo...” – Disse Yuuki com um tom de alívio, mas antes que pudesse continuar a dizer qualquer coisa, foi interrompida.
“É claro que você não é minha irmã, sua besta, até parece que não pensa...”
Bradou
Pisces, parecia enfurecido por ter comentário confundido. Ele não podia
dizer que admirava Yuuki, mercenários não deviam se relacionar seria
arriscado demais para ambos. Enquanto estava perdido em seus
pensamentos, não notou o que lhe aguardava...
“VOCÊ ME CHAMOPU DE QUE?!?! EU SALVO A SUA VIDA E É DESSA FORMA QUE ME TRATA?!?!” – Disse Yuuki após dar um tapa no rosto de Pisces.
Tais
palavras combinadas com o repentino choro de Yuuki foram suficientes
para deixar Pisces sem nenhuma ação. Mas antes que pudesse tomar alguma
atitude, Yuuki bradou mais alto que antes:
“Os
remédios estão na estante e a estalagem está paga por duas semanas.
Quando quiser ir embora, vá ao porto e diga que me conhece, haverá um
barco para levá-lo a Alberta.”
Ao proferir tais
palavras, Yuuki pegou seu carrinho e saiu do quarto chorando. Quando
Pisces conseguiu levantar e se apoiar na janela para gritá-la, notou
que a mesma já estava próxima do porto e não iria conseguir fazê-la
ouvir a tamanha distância.
Mergulhado em pensamentos confusos e
angustiantes, Pisces não parava de pensar em pedir desculpas, mesmo sem
saber o erro que havia cometido. Entretanto, já era tarde, ele estava
ferido, ela a essa hora já estava no navio e tudo que ele sabia sobre,
era que ela residia em Geffen, mas seria pouco provável que fosse para
casa em uma situação como essa. Não lhe restaram muitas opções e a mais
adequada no momento era se recuperar antes de pensar em como chegar até
ela novamente.
Passadas algumas horas, Pisces caiu em um sono pesado...
“Meu
filho, não se esqueça de tudo que lhe ensinei, espero que algum dia
você possa voltar a nossa Casa e reclamar aquilo que é seu. Faça isso
quando julgar que é a hora. Lembre-se, Não importa como você vive, só
importa como você sobrevive...”
Pisces
acordou assustado, esse foi um sonho bastante diferente, parecia que
realmente seu pai falava com ele, alguns dizem que os mortos são
capazes de fazer isso com seus entes queridos. Bom, os ferimentos não
estavam completamente fechados, mas sentia que não podia esperar muito,
seu pai em sonho lhe disse para voltar para casa... Seria uma longa
viagem, mas era chegada a hora, entretanto, ao levantar para se arrumar
e tomar os remédios, notou um pequeno envelope caído perto da cama,
possuía um selo estranho, eram letras estranhas, pareciam traços
embaralhados, se não tivesse visto antes, não saberia que era de
Amatsu, ao abrir o envelope viu um singelo convite para uma feira de
armamentos orientais na ilha. Na mesma hora associou essa feira a
Yuuki, afinal ela era uma ferreira, havia uma pequena chance de
encontrá-la no lugar...
“Parece que terei que passar em casa de qualquer forma...”
Murmurou Pisces, com um sorriso de sarcasmo ao ler a última frase do documento:
“É necessária a apresentação de uma arma rara para mostrar que é digno de apreciar a feira”
“Chuva, chovia bastante naquela hora. A chuva deveria ter lavado minha alma,
mas ao invés disso, marcou ela para sempre...”
“Parece que terei que passar em casa de qualquer forma...”
Murmurou Pisces ao ler a última frase do documento:
“É necessária a apresentação de uma arma rara para mostrar que é digno de apreciar a feira”
O
destino conspirava contra Pisces. Ter que voltar a sua casa para pegar
algo que possa permitir sua entrada na feira. O problema não era
conseguir o objeto, mas sim regressar a sua casa. Passaram-se dez anos
desde o incidente, reviver aquelas lembranças não seria a melhor coisa
a ser feita.
Arrumado e medicado, Pisces saiu de seu quarto e rumava para a porta da estalagem quando foi abordado.
“Ei jovem, você se chama Pisces não é?”
A
voz fina e delicada que proferiu essas palavras era de uma jovem moça,
cabelos castanhos até o ombro, um rosto corado que não podia dizer se
estava animada ou envergonhada e utilizando um laço vermelho, mas isso
não chamava atenção, o que atraiu verdadeiramente a atenção de Pisces
era a roupa que a jovem trajava. Era uma armadura, aparentava ser muito
pesada, mas a jovem parecia tão graciosa que dava a impressão que
estava usando apenas uma camisola...
“Ei, você não vai responder? Estou perguntando se você é o Pisces...”
“Sim, sou eu mesmo... o que deseja?” – Dizia isso passando a mão de leve em sua katar, afinal seguro morreu de velho, pensava o mercenário.
“Bom,
se você acha que pode vencer uma Paladina pode vir, mas aconselho que
ouça minha proposta antes de pensar em sacar essa arma rudimentar,
jovem Luiz...”
“Do que você me chamou?”
– Responde assustado, como alguém conhecia seu nome? Só sua família e o
líder do Clã dos Mercenários poderiam ter acesso a essa informação e
ela não era nenhum nem outro.
“Então, senhor Luiz, podemos conversar em um lugar mais Reservado?”
A jovem disse isso apontando para um Sacerdote que estava sentado no canto da estalagem.
“Vamos,
eu não tenho muita opção mesmo, se eu não for aquele Caçador lá fora
vai me acertar com uma flecha sonífera, então, vamos conversar” – Disse Pisces abrindo um grande sorriso, parecia estar feliz com a situação.
“Pois bem. Allyoth abre o Portal, por favor. Os demais usem as Asas de Borboletas e me esperem.”
Ao
dizer isso, um Portal foi aberto entre ela e Pisces, e várias pessoas
sumiram em um brilho azulado, não dava para acreditar que tudo isso era
só para levá-lo até algum lugar.
“Vamos lá? Eu também vou querer algumas respostas...”
O
mercenário disse isso entrando no portal, que o levou para um lugar
bastante conhecido, a cidade de Al de Baran, mas era um ponto afastado
da torre, exatamente do lado oposto do caminho para o feudo. “Conveniente?” pensou Pisces ao olhar para a mansão que estava em sua frente, havia um pequeno texto cravado no portão de entrada:
"Família Fenrisulfr"
“Como se sente voltando a sua casa? Faz quanto tempo? Dez anos?”
Disse
a Paladina abrindo os portões da mansão. Isso era muito estranho,
justamente quando ele precisava voltar a sua casa alguém aparecia para
fazer isso. Havia perguntas sem resposta e tudo isso por que ele queria
encontrar Yuuki novamente.
“Espero
que esteja tudo no lugar, vamos indo, afinal a casa é minha mesmo, mas
antes me responda uma coisa. Como devo chamar essa paladina? Isso é se
realmente for uma paladina, não é mesmo?”
“Sim, sou uma paladina, mas sou filha de Algozes e me chamo Kaoru, isso responde a sua pergunta?”
“Claro, isso explica algumas coisas, pois bem, vamos indo!” – Pisces disso isso ao entrar após longos anos em sua casa.
Não
havia mudado muita coisa, tirando o fato que havia sido reconstruída.
Caminhando um pouco pelo salão principal, avistou uma mesa oval com
várias pessoas sentadas, havia 14 cadeiras em torno da mesa, só duas
não estavam ocupadas e por dedução uma devia ser dele e a outra da
Paladina.
“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem” – Brincou Pisces ao se aproximar da mesa e notar que havia um transclasse de cada sentado naquela mesa. – “Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”
“Bom,
aqui estão reunidos os descendentes dos sobreviventes do massacre que
houve nessa cidade há dez anos. E a informação que temos é que ELE vai voltar, não sabemos quando, mas sabemos quem será o alvo. Essa pessoa é você Luiz Fenrisulfr.”
“Correr, correr de felicidade ou de tristeza? A única diferença é para onde você corre.”
“Os
remédios estão na estante e a estalagem está paga por duas semanas.
Quando quiser ir embora, vá ao porto e diga que me conhece, haverá um
barco para levá-lo a Alberta.”
Após dizer isso
Yuuki saiu do quarto chorando e correu o mais rápido que podia para o
porto, estava mergulhada em profunda tristeza, entretanto, desconhecia
a razão de tamanho sentimento. Tudo era estranho e seus pensamentos
começavam a ficar confusos, só tinha certeza de uma coisa. Precisava
pegar o barco para Amatsu e participar daquela feira.
“Senhorita Yuuki, o que houve? São lágrimas?”
Era uma voz fina e delicada, que normalmente pertenceria a uma criança
e não a uma mulher de cabelos castanhos e trajando uma tão volumosa
armadura.
“Senhorita Yuuki, conte-me o que houve, aquele rapaz magoou a senhora?”
“Não
Kaoru, ele não fez nada, esse é o problema, aquele idiota não notou que
eu gosto dele, me chamou de besta porque o confundi com meu irmão. Por
que os homens são tão idiotas Kaoru? Até parece que ele não pode falar
nada, parece que ele tem medo...”
Disse Yuuki ao jogar o carrinho dentro do barco e pegar uma enorme caixa de chocolate.
“Vamos
Kaoru, tenho que me apresentar na feira, deu muito trabalho conseguir a
Cruz Impiedosa e com ela poderei entra na feira e tentar encontrar algo
sobre a minha família. Depois disso posso procurar esse safado do
Pisces novamente e descobrir o que ele realmente estava querendo...” – Disse isso enquanto terminava a primeira caixa e preparava-se para começar a comer outra.
“Senhorita Yuuki, por que essa fixação pelo Rapaz?”
“Simples Kaoru, ouvi dizer que havia um Mercenário que virou mercenário
de uma forma diferente do teste padrão. E o Pisces bate perfeitamente
com as descrições. Sendo assim, se for ele mesmo, aquele cara lá de
Arunafeltz vai me dar informações sobre a minha família.”
“Senhorita
desculpe ser arrogante, mas preciso que a senhora venha comigo, temos
uma reunião em Al de Baran em algumas horas e eu gostaria que a senhora
assistisse a reunião.” – Disse Kaoru, com um tom frio e imperativo.
“Mas
eu tenho a feira para participar... e tenho que verificar se o Pisces é
mesmo o mercenário que procuram e eu também tenho que contar a ele
sobre...”
Antes que Yuuki pudesse dizer continuar sua
frase, sentiu uma dor leve em seu ombro. Notando que havia sido
acertada por uma flecha.
“Desculpe, mas é para seu próprio bem...” – Sussurrou Kaoru antes que Yuuki desmaiar. “Encontre
o último membro da Família Fenrisulfr e acabe com a vida dele, ele foi
o responsável pela morte de seus pais pequena Yuuki...”
Yuuki acordou assustada, foi um sonho estranho, ela estava sentada em
um trono e um Grande lobo se aproximou dela, não era um lobo comum,
parecia um misto de homem com lobo, só que muito maior, devia ter cerca
de três ou quatro metros. Ao se aproximar o Lobo disse para procurar o
membro de uma família chamada Fenrisulfr.
Agora que estava mais
calma, Yuuki notou que estava em um quarto muito luxuoso, parecia o
aposento de uma rainha. Havia pedras preciosas formando desenhos em
todas as paredes. O que chamava mais atenção no quarto era seu carpete,
ali existia um enorme lobo bordado, parecia que estava vivo, mas era só
um desenho, para a felicidade de Yuuki.
“Onde será que estou? Meu carrinho está ali, minhas roupas e armas também, isso é muito estranho...”
“Não é tão estranho assim mi lady” – Disse um senhor de baixa estatura que acabara de entrar no quarto.
“Me
chamo Yomir, sou um humilde criado da família Fenrisulfr e peço que a
senhorita me acompanhe, tem algo que a senhora deveria assistir...” Disse isso fazendo uma reverência cordial.
“Irei com você, mas depois eu quero falar com seu patrão” – Disse Yuuki desconfiada, afinal, ouviu em sonho que essa família matou seus pais, ela precisava saber a verdade.
“A senhora está com sorte, o patrão voltou após dez anos e está no salão de reuniões, para onde a senhora irá.”
“Então vamos Yomir, me mostre onde é!” – Bradou Yuuki
Ao ouvir essa ordem Yomir saiu pela porta do quarto, seguido de perto
por Yuuki, era um longo caminho até o salão e quando estavam quase
chegando puderam ouvir uma voz dizendo:
“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem. Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”
Yuuki reconheceu a voz, era Pisces. Mas o que estava acontecendo naquele lugar?
“Não
temos como fugir de certas coisas... a chuva me persegue. Então irei
perseguir aquilo que acredito, já que não é mais hora de fugir...”
“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem” – Brincou Pisces ao se aproximar da mesa e notar que havia um transclasse de cada sentado naquela mesa. – “Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”
“Bom,
aqui estão reunidos os descendentes dos sobreviventes do massacre que
houve nessa cidade há dez anos. E a informação que temos é que ELE vai voltar, não sabemos quando, mas sabemos quem será o alvo. Essa pessoa é você Luiz Fenrisulfr.”
Disse um homem trajando uma pesada armadura. “Um Lorde”
– Pensou Luiz, não havia mais razão para utilizar seu pseudônimo,
estava em casa e diante de pessoas altamente poderosas. A única coisa
que ele não havia notado era a presença de Yuuki no recinto, que
permaneceu escondida atrás de uma pilastra na sala ao lado.
“Pois bem Lorde Fenrisulfr, onde estão suas vestias? Está parecendo um pobre mercenário usando esses trapos.”
Disse uma bela mulher, com olhos azuis como o céu e longos cabelos
castanhos, trajando um vestido longo e vermelho e com uma
característica inesquecível, um cachecol de Kitsune.
“Deixe-me
ver, Allure não é? A última vez que encontrei com você, ainda era uma
pequena maga. Parece que esses dez anos foram gentis com você e com
todo os outros, meus velhos amigos..”
Dizendo isso Luiz abriu um grande sorriso e cada transclasse sorriu igualmente, exceto um deles...
“Não
fico feliz com sua volta e verdadeiramente eu gostaria que estivesse
morto... não achei que a minha guilda iria se rebaixar tanto a acolher
um fugitivo e ensinar nossas artes a qualquer um... caso essa
informação vaze, por sua culpa minha guilda estará arruinada... Não é
verdade, Lorde Fenrisulfr...” ¬ Bradou um Algoz, seu nome era Aiarios, que antes que pudesse continuar, notou que Luiz havia desaparecido...
“Acha mesmo, que sou só um fugitivo, você não sabe o que eu vi, você
não sabe o que eu passei, sua família de covardes que fugiram de Morroc
só com a ameaça que ele voltaria e foi uma das poucas que não lutou
para salvar Midgard. Deveria dobrar sua língua para falar nesse
conselho.. por que até onde eu me lembro, eu ainda sou o Lorde
Fenrisulfr e você não passa de um mero lixeiro nesse grupo...”
Todos ficaram espantados, não com tais palavras, mas sim com a cena...
Num momento Luiz estava na frente de todos eles vestido como
mercenário. Em outro estava trajando uma armadura de Lorde, entretanto
mais escurecida e chegando próximo do Ônix, e portando uma longa espada
que cintilava um brilho violeta que assustou todos, já que esse brilho
era o sinal do veneno mortal dos Algozes.
“BASTA!” – Gritou um senhor de cabelos grisalhos no fundo da Sala. – “Acha
que meu irmão iria gostar de ver seu filho lutando dentro de sua
própria casa novamente? Pondere seus atos Fenrisulfr, ele será útil,
senão nem ao menos estaria aqui...” – Tais palavras foram ditas
por uma figura de idade já avançada que não estava na mesa, mas sim
encostado na parede da sala, ao se aproximar, era possível ver que era
um Arquimago. Seu nome era Albert Yukon, tio de Luiz.
“Parece que algumas apresentações foram feitas e se todos sentarem
poderemos dar inicio a reunião, são fatos importantes que trouxeram
todos vocês novamente aqui...”
Assistindo tudo isso,
Yuuki começou a ter medo, Pisces na verdade se chamava Luiz Fenrisulfr,
não era um mercenário e sim um lorde, era mais rápido que ela imaginava
e ainda por cima era membro da família que ela procurava, ele era o
responsável pela morte dos pais dela. Entretanto não era prudente fazer
alguma coisa agora, havia muita gente e mesmo que ela quisesse seria
impossível, suas pernas haviam parado de se mover quando o Pisces dela
havia começado a falar...
“Pois bem Senhor Olivier, comece a reunião...” – Disse Luiz ao sentar-se ao lado da Paladina Kaoru e ver o Lorde que estava no outro lado da mesa começar a falar.
“Então,
como vocês sabem, dez anos atrás um poderoso Feiticeiro conseguiu
controlar um Atroce e o utilizava para aterrorizar pessoas. Se o Atroce
fosse a nossa única preocupação na época tudo estaria bem. Porém, esse
feiticeiro começou a ter apoio de outras entidades, alguns acreditam
que o Senhor das Trevas ou o Bafomé estavam ajudando, existem também
aqueles que dizem que o Imperador Morroc havia emprestado parte de seus
poderes. Esse apoio fez com que ele pudesse invocar muitas criaturas
poderosas que colocaram nossa amada cidade de Al de Baran em caos. Até
que as famílias que viviam aqui e que vocês representam, uniram-se e
Venceram esse Feiticeiro. Alguns tiveram perdas maiores que as outras,
mas isso não vem ao caso. A questão é. Ele não foi completamente
derrotado e está planejando um retorno, mas ele precisaria primeiro
eliminar a família que foi a principal responsável pela sua derrota.
Nesse ponto é onde você entra Luiz. Seu pai foi o arquiteto do plano
anterior e provavelmente você será o alvo e minhas fontes dizem que
alguém já foi enviado para tentar matar você.”
Ao dizer isso Olivier senta e é substituído por Shoguen, o Mestre que estava ao seu lado.
“Teremos
que se cautelosos em nossas próximas ações. Agora o Feiticeiro tem mais
poder que no passado e agora ele não tem mais só o Atroce sobre seu
controle... ele tem um exercito deles e dizem que ele conseguiu
reproduzir o Bafomé verdadeiro, se isso for realmente verdade, iremos
precisar da benção de Odin para aniquilar todo esse mal de uma vez por
todas.”
“Bom, até
agora tudo bem, mas eu quero pedir que cada um de vocês jure lealdade a
nossa causa, não seremos um Clã no momento, mas seremos uma equipe que
irá proteger nossa amada cidade.” – Disse Luiz, levantando-se e caminhando até uma estatua – “Farei minha a Arma de meu Pai e com isso essa cidade irá ser salva e eu alcançarei meu objetivo.”
Proferindo tais palavras, Luiz pegou a Foice que era segurada pela
estatua e agitou a mesma no ar... Ficando em posição de batalha.
“Minhas Armas serão tuas e ao teu lado lutarei.” – Disse Olivier, o Lorde
“Meu Punho será a punição divina sobre esse Mal” – Proferiu Shoguen, o Mestre
“Meu Corpo servirá de Escudo para defender nossa causa” – Disse Kaoru, a Paladina
“Com esse Machado irei partir esse safado ao meio” – Bradou Robert, o Mestre Ferreiro
“Minhas orações irão afastar todo o mal que nos cerca” – Anunciou Allyoth, o Sumo Sacerdote
“Meu arco será teu, para o infinito acertar” – Disse Harushi, o Atirador de Elite
“Minha música irá ecoar pelos campos de batalha para o teu coração alegrar” – Cantou Sean, o Menestrel
“De um lado para o outro, hipnotizando e atrapalhando eu vou, de um lado para o outro” – Cantou Sully, a Cigana
“Minhas poções irão ajudar nosso grupo e arruinar nosso inimigo” – Disse Allyna, a Criadora
“Com meu poder, o poder da natureza, nosso adversário irá cair mais rápido que a chuva” – Proferiu Atem, o Arquimago
“Vamos ver se ele vai fazer alguma coisa, sem ter nada pra usar” – Brinco Ellizabeth, a Desordeira
“Querendo ou não, por essa causa, meus venenos e minhas artes serão suas” – Disse Aiarios, o Algoz
“Magia? Ele usa, mas quem disse que ele sabe pra que ela serve....” – Anunciou Allure, a Professora
“E com a foice de meu pai, a minha vontade e a ajuda de vocês... essa cidade será salva” – Bradou Luiz Fenrisulfr, o Lorde com poderes de Algoz.
“Meu
deus... o que será que vai acontecer agora... ele me pediu para dar
informações e ele é o mesmo que arruinou minha vida... o que eu vou
fazer... “ Sussurrou Yuuki em lágrimas...
“As
areias do Deserto, contrastando com o clima sereno no qual eu nasci...
Serviram para me dar o conhecimento que tudo pode ser relativo...”
Há
muito tempo, nas ruínas de uma antiga civilização, um jovem mago
caminhava até o subterrâneo para concluir seu treinamento com criaturas
agressivas conhecidas como Stings, quando ouviu uma doce voz que
clamava seu nome. No principio a voz era fina e meiga, entretanto
quanto mais alta ficava a voz, mais grave e cruel ela se tornava, até
que o jovem mago começou a entender o som produzido...
“Poder
é aquilo que você mais deseja. O conhecimento e poder... eu posso lhe
dar esse poder, mas em troca, irei pedir alguns... como posso dizer...
favores...”
Tais palavras congelaram o coração do
pequeno mago, ele estudava para conseguir passar no vestibular da
Universidade de Juno, seria tudo para ele, conhecimento ilimitado,
poder inigualável, tudo isso ao custo de alguns favores, sua alma ou
servidão eterna poderiam ser o preço, mas será que iria valer à pena?
Não lhe restava mais nada mesmo, sua família havia sido destruída por
um ataque de um Bafomé, foi o único sobrevivente, graças ao sacrifico
de seu pai. Talvez houvesse chance de com esse conhecimento encontrar
uma forma de reviver sua família.
“Pois bem... Eu quero isso, mas o que terei que fazer em troca?”
O
pequeno mago não acreditava nas palavras que tinha acabado de dizer,
estava pactuando com um ser que deveria temer e tentar destruir.
“Meu
jovem, tudo que tem que fazer é me servir, quando eu precisar de almas,
você irá coletá-las. Quando eu precisar que lute em meu nome, você irá
lutar. Quando eu quiser me libertar, você irá me auxiliar. E quando for
a hora de minha batalha final, ao meu lado lutará...”
Dizendo
tais palavras a figura sombria toma forma, um grande esqueleto que
trajava uma manta negra como a noite. Como o mago pensou, era o Senhor
das Trevas.
“Farei isso, mas quero deixar claro que não é por ganância que faço isso, tenho minhas razões...”
“Todos possuem razões e motivos, entretanto, poucos são capazes de utilizar isso para viver...”
Dizendo
tais palavras o Senhor das Trevas envolveu o mago em uma aura negra,
que mudou suas vestias, agora elas era escuras, para representar sua
escolha. A criatura também deu ao rapaz um livro, que carregaria o
conhecimento e o poder que tanto quisera.
[...]
“Mestre,
aconteceu alguma coisa? O senhor começou a observar o jovem Fenrisulfr
e ficou aí sem dizer uma única palavra. O Senhor está bem?”
Essas
palavras eram ditas não por um homem, mas sim por uma criatura, era um
Bafomé Jr. O estranho era que a criatura falava normalmente, mas o mais
intrigante era, ele se dirigia a um humano como mestre, e não era um
humano comum. A pessoa com quem o monstro falou era um homem de longos
cabelos branco, trajando uma elegante roupa e com um olhar
aparentemente vazio... Seus óculos biônicos haviam caído de sua face e
estava em seu colo. Ele parecia hipnotizado por alguma coisa, mas
subitamente ele teve uma reação, parecia ter acordado de um sonho. “Fique
tranquilo, eu estava só lembrando a minha infância, faz bastante tempo
que saímos daquele reino não é mesmo? Faz quanto tempo desde que me
pediram para recuar? Dez anos?”
“Sim
mestre, Dez anos desde que o Mestre-do-meu-Mestre pediu isso, até hoje
não entendo a razão, mas creio que o senhor sabe não é mesmo?” “Se
eu tivesse terminado o serviço naquele tempo, ele não teria tantas
almas e eu não teria tanta diversão, afinal se eles acharam que da
última vez eles conseguiram me causar algum dano no último encontro,
será bastante divertido mostrar parte do meu poder a eles, afinal quem
irá acreditar que a destruição da família que guarda parte do coração
de Ymir partiu dela mesma?”
“Mestre, o senhor irá fazer com que eles se destruam?”
“Meu
jovem criado e amigo, não será tão simples assim, se eu quisesse
destruição enviaria meus lobos ou atacaria com aquele que dorme perto
da cidade... mas vê-los tentar me vencer, vencer o meu Mestre... Isso é
algo bastante tentador... espero que a batalha seja tão interessante
quanto as que ouvi dizer que foram travadas contra o Morroc.
Muahahaha...”
Dizendo isso, o rapaz começou a
gargalhar, sua risada foi acompanhada da risada de seu criado e ecoou
por toda a mansão e acordou as criaturas que estavam adormecidas no
terreno que cercava o lugar. Uivos tão altos que podiam ser ouvidos por
todo aquele deserto frio e seco, aterrorizaram a noite daquela região
mais uma vez...
“Atroces, Vão e alimentem-se! Faça desta noite um banquete para suas crias!”
Essas
foram às palavras do homem que estava no alto da mansão, trajando ainda
seu elegante terno. Tinha um olhar sangrento e frio, parecia estar
feliz com a ordem que foi dada, porém não fazia diferença para ele,
afinal era relativo se viveriam ou não.
“Bafo,
prepare minhas coisas, à hora de ir para Rune-Midgard novamente se
aproxima, iremos precisar passar em vários lugares antes... e não se
esqueça de pegar o meu Livro...”
“A indiferença veio com o tempo, juntamente com ela veio o conhecimento...”
“Bafo,
prepare minhas coisas, a hora de ir para Rune-Midgard novamente se
aproxima, iremos precisar passar em vários lugares antes... e não se
esqueça de pegar o meu Livro...”
“Claro mestre, tudo já está arrumado, o senhor só precisa decidir aonde iremos primeiro”
“Bafo,
nós iremos primeiro a Alberta, começaremos pelo Mar e avançaremos.
Aqueles tolos não terão como fugir, estarão encurralados em sua suposta
fortaleza, assim como há dez anos, mas dessa vez, não irei recuar...”
Tais
palavras eram acompanhadas de uma melodia sangrenta, gritos de socorro
e dor eram ouvidos por toda a cidade de Rachel, vários aventureiros que
ali estavam atacaram os Atroces, mas não adiantava quanto mais Atroces
caiam, mais apareciam e aqueles que eram mordidos, se transformavam em
Galions rapidamente e iniciam o massacre novamente. Até que de repente,
um assobio estridente ecoou pela cidade. Todos os Atroces e Galions
cessaram suas ações e fugiram tão rapidamente quanto haviam aparecido.
“Mestre, por que cessou o ataque?” – Disse o pequeno bafomé com um ar de surpresa, já que eram poucas as vezes que vira seu mestre com um sorriso tão grande.
“A
resposta é simples meu caro, se eu destruir a todos agora, quem irá me
temer e obedecer? O sofrimento a um longo prazo é bem mais prazeroso
que um massacre único. Porém esse não é o foco agora, partiremos ao
amanhecer, devemos fazer uma breve visita ao Flagelo do Oceano.”
Enquanto isso em Al de Baran
“Meu deus... o que será que vai acontecer agora... ele me pediu para
dar informações e ele é o mesmo que arruinou minha vida... o que eu vou
fazer...” Sussurrou Yuuki em lágrimas...
Não podia estar
acontecendo, Yuuki não podia acreditar na cena que estava assistindo,
sua mente estava confusa, não conseguia ouvir seus pensamentos. Até que
no fundo da sua mente uma voz ecoou.
“Não faça nada ainda, espere o sinal daquele que traja vestias escuras,
ele irá lhe procurar para falar do grande lobo e assim lhe ajudar...”
Yuuki ficou assustada, a voz foi a mesma que ela ouviu no sonho, mas
dessa vez ela estava acordada, tudo isso ficava mais estranho a cada
segundo, mas como não havia solução melhor, ela deveria fingir alguma
coisa, mas não poderia interromper a reunião, então decidiu voltar ao
quarto e esperar...
“Pois
bem, devemos decidir o que será feito. Yomir, leve Yuuki para o Quarto.
Tio acompanhe e explique a história a ela e Yuuki... Não precisa ter
medo, ainda sou o seu Anjo Negro da Guarda, a diferença é só a roupa.”
Estranhamente, tais palavras reconfortaram Yuuki que estava se
afastando do lugar, mas deixaram certo membro do conselho nervoso...
“Como é? Temos uma platéia? O que garante que ela não seja enviada dele? Por mim devemos matá-la agora...” – Proferiu Aiarios, que levantava e sacava suas katares.
“Aiarios
se acalme. Essa garota é minha amiga e amiga do Luiz, eu a trouxe por
que o senhor Yukon me pediu. Se você quiser mesmo lutar com alguém que
seja contra mim, ou o valentão não é páreo para uma Paladina?”
Com um sorriso sarcástico, tais palavras foram ditas pro Kaoru que
havia levantado seu escudo em posição de batalha. O mais interessante é
que todos haviam olhado para Aiarios com desprezo, como se ele tivesse
feito algo errado, sua atitude era plausível, eliminar qualquer
suspeito. Só que aparentemente isso não era aprovado pelo conselho.
Com um olhar de reprovação, Albert se aproximou e disse:
“Será
que eu terei sempre que apaziguar vocês? Até parecem crianças... Todos
vocês vão para seus dormitórios e amanhã começaremos a discutir como CIVILIZADOS,
aquele que tiver alguma coisa contra, me procure e esteja totalmente
preparado, porque se for algo irrelevante, não vou me policiar igual um
bom arquimago faria.”
Nesse instante todos da sala
esmagaram asas de borboleta e voltaram para seus quartos, só restaram
na Sala, Yuuki que estava parcialmente paralisada, Albert que estava
limpando seus óculos e Luiz que guardava a Foice de seu pai.
“Yuuki,
meu tio irá explicar tudo a você, eu preciso me ausentar, tenho um
velho amigo pra procurar e preciso ver se ele ainda mora nessa
cidade... Desculpe por qualquer coisa.”
Dizendo isso Luiz
saiu da sala, mas não trajava mais sua nobre armadura, agora eram
vestias maltrapidas de um mercenário e mais uma vez tinha o doce
sorriso no rosto, mas desapareceu nas sombras como um verdadeiro
assassino.
“Bom, deixa eu pensar, acho que vou começar pela semana antes da sua chegada em Alberta a 10 anos... Senhorita Yuuki Lect...”
“A verdadeira razão pela qual alguém luta só diz respeito a própria pessoa ou a própria razão...”
“Bom, deixa eu pensar, acho que vou começar pela semana antes da sua chegada em Alberta a 10 anos... Senhorita Yuuki Lect...” – Dizia Albert, com um sorriso no rosto.
– Como você sabe meu nome? – Resmungou Yuuki assustada, ela não usava seu sobrenome há dez anos...
–
Bem minha cara, digamos que eu sei mais sobre você que aquele que lhe
pediu para encontrar meu sobrinho e disse que ele tinha matado sua
família.
Essas palavras foram ditas com a mais serena calma que
Yuuki já presenciou durante toda a sua vida, entretanto elas foram tão
pesadas quanto seu machado, como aquele senhor poderia saber sobre o
velho de Arunafeltz, como saberia sobre o sonho? A única resposta para
isso seria...
– Não sua tola, eu não sou o velho que você
encontrou e também não estou lendo a sua mente, mas certas coisas são
previsíveis e não posso deixar que pense besteira... então como eu
dizia, sua chegada em Alberta foi uma grande sorte, são poucas as
crianças naquela idade que sobrevive andar de Morroc até a cidade
portuária. Eu não vou dizer que sei o que aconteceu com sua família,
pois estarei mentindo, só posso dizer que conheci seus pais e eles
foram boas pessoas, é uma pena que eles tenham sido vitimas da fúria
daqueles fanáticos por Morroc. Pois bem... seu sucesso foi custeado
devido aos auxílios de um desconhecido, provavelmente o mesmo que você
encontrou em Arunafeltz. Eu tenho uma idéia melhor... por que você não
me pergunta o que deseja saber e eu te conto? Fica mais fácil e
poupamos histórias longas. – Albert disse isso com um grande sorriso,
era estranho, mas o rosto daquele homem variava bruscamente da pessoa
mais séria a mais risonha em poucos segundos.
Yuuki estava
impressionada com a inteligência do Arquimago, deduziu o que ela pensou
somente pelo seu rosto e é bastante detalhista, sem contar que agora
tinha chance de descobrir o que tinha acontecido com sua família, era
uma oportunidade que não poderia passar em branco.
– Explica essa história de fanáticos e me explica também por que alguém iria me custear! E não venha mentir pra mim!
– Ai, ai... Crianças são tão afobadas...
– Diga logo, você não falou que ia contar?
–
Tudo bem, os fanáticos eram do Culto a Morroc, provavelmente seus pais
se recusaram a ajudar e foram punidos por isso, aconteceu com muitas
famílias, não se considere importante por ter sido vitima de uma ação
dessas...
– Meus pais morreram fazendo o certo e não vou ficar
lamentando, embora eu ainda acredite que existe mais coisa que você não
quer contar...
– Realmente, eu sei de mais coisa sobre o que
aconteceu com a sua família, mas não vejo razão nenhuma para revelar
isso a você por hora...
– É A MINHA FAMÍLIA, EU TENHO O DIREITO DE
SABER! – Yuuki disse isso se levantando da cadeira onde estava, parecia
que tentaria uma ofensiva ao velho senhor.
– Você perdeu esse
direito quando recusou o nome que recebeu. – Albert proferiu isso
enquanto uma pequena chama lhe circundava – Se você tentar chegar
perto, só ira se machucar, então é melhor sentar e acalmar os ânimos,
você não duraria um segundo contra mim.
Yuuki ficou assustada,
conforme cada palavra era pronunciada, mais quente ficava o ambiente e
menor a chama ficava, de alguma forma era sentia o ar ficar pesado.
– Essas crianças... Só dão trabalho...
– Desculpe senhor Albert, por favor, conte sobre a pessoa que me custeou.
–
Eu não! Estou com sono agora, amanhã eu penso se irei fazer isso, você
não foi mimada, mas parece que viveu como uma princesa durante sua vida
inteira. Yomir, leve ela para um quarto e sirva-lhe uma ceia. Eu irei
para a biblioteca, tenho coisas a fazer...
No dia seguinte em Alberta
– Acorde meu companheiro, chegamos. Será uma manhã bastante divertida...
A
voz vinha de um homem de cabelos longos brancos, ele trajava
uma vestia típica dos arquimagos, mas essa era bastante surrada e tinha
uma coloração um pouco mais escura que o normal.
–
Acorde logo, quero passar por Payon e chegar a Izlude antes do
anoitecer e se você ficar cochilando isso não será possível, será que
esqueceu o nosso propósito aqui?
O homem de cabelos
brancos dizia isso enquanto colocava seu Chapéu Chinês, seu par de
Orelhas de Elfo, mordia uma torrada e chutava seu companheiro...
– Desculpe mestre, desculpe, Bafo pegou no sono, isso não vai acontecer novamente. –
Espero que não, se isso acontecer vou deixar você com os lobos. Mas
vamos logo, faz tempo que não vejo o Flagelo, será que ele continua no
mesmo lugar?
Dizendo isso o homem caminhava em direção ao
um grande navio no norte do porto, seguido por seu companheiro, que era
um Bafomé Jr. quando foi interrompido por um bruxo muito bem vestido e
equipado.
– Ei você não é o Abel? Aquele cara que escreveu o último volume dos Mistérios de Midgard? – Não, você deve estar me confundindo. Sabe dizer se mataram o Flagelo do Oceano?
– Se mataram quem? – O Flagelo do Oceano, você deve conhecer ele pelo nome de Drake.
–
Não mataram ele não, eu voltei de lá ainda pouco acabei de capturar meu
Andarilho... Uma coisa? Qual seu nome? Ainda acho que você parece o
Abel... – Sim, meu nome é Abel, mas
eu não sou aquele que escreveu o livro... Obrigado pela informação e
cuidado com o Andarilho, eles não são muito sociáveis...
Dizendo
isso Abel seguiu em direção ao Navio rapidamente, era estranho que
algumas pessoas se lembravam do ocorrido há 20 anos, quando ele ainda
era um ingênuo mago. Entretanto passado é passado e Abel estava
entrando no navio para encarar o Drake.
– Marinheiro, me leve rapidamente até o navio fantasma, eu lhe darei essa peça de ouro se fizer isso agora.
– É claro meu senhor, agradeço a generosidade, estará no navio em poucos minutos, boa sorte em sua caçada. – Sorte é uma coisa que eu não vou precisar, mas obrigado. Vamos Bafo, temos trabalho a fazer.
Alguns
minutos depois, Abel estava na frente do navio encalhado e havia
começado o princípio do fim da dinastia Fenrisulfr. Com a mesma voz
poderosa que havia comandado os Atroces em Rachel, Abel proferiu:
–
Flagelo do Oceano, Açougueiro do Cais, Capitão Drake, saia de seu navio
nesse momento, não vim roubar seu Tesouro e sim lhe oferecer muito mais
que possa imaginar!
O céu na ilha começou a escurecer, o
mar ficava cada vez mais agitado... Até que das sombras que existiam no
convés do Navio, Drake e sua tripulação de esqueletos surgiam. O
Capitão avançou até a frente do Arquimago e com uma voz estridente
disse:
– O que tem a me oferecer e o que pedirá por isso? –
Grande Capitão, eu ofereço triplicar seu tesouro e em troca que seja
meu servo e assim servo de meu mestre, o grande Senhor das Trevas.
– O que faz você acreditar que irei me submeter a ele? –
Façamos um acordo então, se eu derrotar você irá vir comigo e ainda
receberá sua recompensa... Caso venha a me vencer, eu irei aumentar seu
tesouro em dez vezes. Está de bom tamanho?
– Pois bem arquimago, nós faremos da sua forma... SINTA O PODER DO CAPITÃO DRAKE! ESFERAS D’ÁGUA!
Com
uma velocidade incrível, milhares de esferas surgiram e acertaram o
corpo do arquimago, que foi arremessado por metade da ilha.
– Viu você não é forte o suficiente.
Antes
que pudesse dizer alguma palavra, o Capitão fora cercado por 3
Barreiras de Fogo e envolvido em uma névoa esverdeada que diminuía seus
movimentos.
– Como você sobreviveu? –
Simples, vestimenta elemental e uma capa com resistência a água, sem
contar com meu escudo das valquírias, achou que eu viria encarar você
sem estar pronto? Agora posso esquivar das suas esferas e se você
andar, vai ter um pequeno problema com fogo, afinal, você é um
morto-vivo...
– COMO VOCÊ OUSA!?!?!
Dizendo isso o
monstro tenta novamente utilizar suas esferas, mas dessa vez ele
precisou concentrar a magia durante uma fração de segundo, tempo o
suficiente para ser interrompido pela magia mais básica, o Ataque
Espiritual.
– Viu Capitão? Com
o Pântano dos Mortos, você dificilmente vai conseguir me causar dano se
eu mantiver distancia... Ah, olhe pra cima, tá chovendo...
– O que você disse?
Antes
que Drake pudesse levantar sua cabeça para olhar o céu ele foi acertado
por, não um, mas vários meteoros que caiam sem parar. O arquimago
simplesmente olhava para o céu e movia a cabeça na direção do monstro e
mais meteoros caiam. Alguns minutos depois os meteoros pararam de cair
e o arquimago se aproximou de Drake, abaixou e disse:
– Então capitão? Vai vir comigo ou devo finalizar o senhor e voltar em algumas horas para conversar novamente?
–
Tudo bem... Eu vou com você... – Drake dizia isso com sacrifício, nunca
pensou que seria derrotado tão facilmente por alguém. – Só uma
pergunta, como vai me tirar daqui? –
Sabia decisão. Preciso só de sua marca nesse livro e só peço que
aguarde, quando for necessário você virá ao meu encontro. Seu
carregamento chegará daqui a dois dias... É tempo o suficiente para se
recuperar. Até breve Açougueiro.
Dizendo isso o arquimago
esmagava uma asa de borboleta e retornava a Alberta. Acompanhado de seu
fiel criado era chegada a hora de partir para Payon.
– Mestre, eu trouxe tudo que o senhor pediu, iremos agora encontrar o tigre ou a gata? – Vamos andando Bafo, o tigre virá primeiro e a noite pegaremos a gata...
“O tempo pode ser gentil com
todos, mas com alguns sua voracidade não tem fim...”
– Vamos andando Bafo, o tigre virá primeiro e
a noite pegaremos a gata...
Abel disse isso partindo
calmamente em direção ao Norte, rumo a cidade dos arqueiros, conhecida
como Payon. Estranhamente os monstros que eram agressivos no caminho
ficavam com medo e se afastavam só de avistar ou sentir o cheiro do
Arquimago, feito que se repetiu durante as duas horas de caminhada até
que ele parou e disse:
– Bafo é
melhor você recuar, caso contrário você ficará um pouco chamuscado...
Antes
que pudesse expressar qualquer reação, o jovem bafomé jr foi empurrado
por seu mestre que era atingido por uma imensa bola de fogo...
– Onde estão os modos? Não diz nem um olá
e já vai atacando...
– O que o trás até minha floresta,
Andarilho da Morte!
Tais palavras eram proferidas por um tigre
enorme que fumava um cachimbo, seu nome, Eddga, o guardião das
florestas. No passado era um ser amigável que ajudava os aventureiros,
mas anos depois ele começou a atacar todos sem distinção.
– Olha Eddga, eu estou de bom humor... Só
preciso que você deixe sua marca nesse livro aqui e na hora certa você
vai poder atacar tudo que encontrar e em troc...
Antes que
pudesse terminar a frase, Abel era acertado por uma bola de fogo
gigante na cara. Seu cabelo estava um pouco chamuscado e seus trajes
também... Isso tinha irritado um pouco o Arquimago...
– OLHA SÓ SEU TIGRE BURRO, PARA DE ATIRAR
ISSO NA MINHA CARA QUE EU N....
E mais uma vez o Arquimago
foi acertado por outra bola de fogo, esse ato selou o destino do pobre
MVP.
– BASTA! MORRA SEU PROJETO
DE ANIMAL IRRACIONAL!
Dizendo isso, Abel simplesmente
estalou os dedos e toda a floresta congelou com a intensidade do frio
que soprava. O pobre Eddga havia sido congelado vivo e a força dos
ventos quebrou o gelo fazendo com que ele acabasse morto, mas como as
leis dos mvps eram “generosas” ele voltaria a vida, mas era um caso
perdido.
– Bafo, você está bem?
–
Sim senhor, só um pouco dolorido. Mas o senhor acabou com o tigre, como
faremos agora? E se a Gata e os outros tiverem as mesmas atitudes?
– Então todos eles sofreram o mesmo destino e
meu exército não será tão vasto quando eu desejava... Vamos Bafo...
será uma longa e tediosa caminhada...
Enquanto
isso em Al de Baran
– Eu não! Estou
com sono agora, amanhã eu penso se irei fazer isso, você não foi mimada,
mas parece que viveu como uma princesa durante sua vida inteira. Yomir,
leve ela para um quarto e sirva-lhe uma ceia. Eu irei para a
biblioteca, tenho coisas a fazer...
Yuuki aceitou a idéia de ir
para o quarto e ter uma boa refeição, estava faminta. Alguns minutos
depois tudo foi servido e a comida era de muito bom gosto e lhe deixou
com muito sono. Sem nenhuma outra idéia resolveu dormir.
–
Senhorita Yuuki, o patrão Fenrisulfr deseja encontrar com a senhora na
biblioteca, há roupas novas para a senhora no armário, por favor o
patrão pediu urgência.
Dizendo isso Yomir sumiu tão
repentinamente quando apareceu, deixando Yuuki semi-acordada e
desnorteada, mas ela decidiu se vestir rapidamente e descer para
conversar com Pisces ou Luiz, ou sabe-se lá como ele se chamava.
–
Espero que o Yomir não tenha te acordado, teve uma boa noite de sono?
Luiz
disse isso com um sorriso no rosto, mas não foi retribuído...
–
Sem enrolar senhor “Anjo”, trate de explicar tudo que aconteceu...
Yuuki
disse isso com um rosto muito sério, era possível notar que qualquer
reação diferente da desejada por ela, seria retalhada violentamente...
–
Tá bom senhora Ferreira toda poderosa, senta essa bunda aí e escuta o
que o Luiz tem pra falar, esse cara não é de muito papo, então vamos
ouvir... pois também estou curioso pra saber COMO meu nome foi parar
nisso tudo...
Essas palavras eram de uma voz diferente, tinha um
tom de deboche e segurança, mas era estranho, só havia Yuuki e Luiz na
sala...
– Quem disse isso!? – Perguntou rapidamente Yuuki, que
estava assustada, cada minuto naquela casa era estranho.
– Onde
estão meus modos... Eu me chamo Pisces Dhellor, sou só um segurança da
biblioteca de Juno.
Dizendo tais palavras, uma pessoa surgiu
literalmente do nada, na parte da sala iluminada pelos raios de sol, um
rapaz de cabelos brancos e largados, trajado com o “uniforme”
característico dos Desordeiros estava em pé. Um cheiro MUITO forte de
poeira começou a impregnar o lugar fazendo Yuuki espirrar um pouco.
–
Vamos lá Luiz, conta pra essa guria a sua situação e POR QUE VOCÊ USOU
MEU NOME! Se vier com a história que amigos de infância fazem isso eu
encho a sua cara de bolacha e você vai precisar de canudinho pra ser
alimentar...
– Dhellor, calma vou explicar tudo, só para de me
ameaçar assim que quem não te conhece acha que é verdade...
Antes
que Luiz pudesse começar a falar, Yuuki começou a gritar:
–
PERA, VOCÊ É O PISCES!? MAS FOI ELE QUE ME SALVOU E NÃO VOCÊ! COMO ISSO É
POSS...
Yuuki tinha perdido a voz, e reparou também que tinha um
corte pequeno no braço...
– Nossa senhora, que mulher
escandalosa... Fique calma, eu só usei uma adaga que deixa as pessoas
sem voz por um tempo... Senta a bunda e escuta ao invés de ficar
gritando na minha cabeça sua ferreira burra.
Dhellor estava
sorrindo quando falou e tinha uma pequena faca girando nas mãos. Yuuki
estava sem voz mas a cara que fez dava pra notar a fúria por ter sido
tratada de forma tão rudimentar por alguém que ela na conhece, mas ela
resolveu ficar quieta e ouvir a história.
– Nossa Dhellor, não
precisava de tanto, mas vamos pelo principio.
– Como eu falei com
você ontem a noite, desde a morte dos meus pais andei pelo reino
tentando encontrar a minha irmãzinha, que tem o mesmo nome dessa
Ferreira, que teve um encontro com o tal do feiticeiro e que começou a
me procurar. O feiticeiro achou que seria engraçado me fazer acreditar
que ela era minha irmã e colocar na cabeça dela que eu matei a família
dela.
Nessa parte Luiz fez uma pausa e olhou dentro dos olhos de
Yuuki...
– O que talvez tivesse funcionado caso eu não tivesse
visto a marca de nascimento na nuca da Yuuki, essa mancha em forma de
emperium. Meu tio ontem percebeu a influência do Feiticeiro na mente da
Yuuki e passou a noite desfazendo isso, mas não sei se funcionou ou se
ele só está brincando conosco...
– Tá isso faz sentido, agora me
explica a parte do nome...
–Sim, quando eu viajei a Morroc a sua
procura e descobri que você tinha desaparecido em serviço na cidade de
Juno, fui até a Guilda dos Mercenários para começar uma nova vida, o
Atual líder era amigo da família então ele aceitou. Depois que o
treinamento estava concluído ele me perguntou se eu queria mudar de
nome, aí eu me lembrei de você, e como você tinha desaparecido...
–
Resolveu usar o nome do amigo ao invés de procurar por mim... Luiz eu
ainda te esgano...
– Não coloque a culpa em mim. Quem iria
acreditar que você leu um livro sem querer e foi parar no Valhalla e
viveu toda a sua vida novamente...
– Acidentes acontecem... E o
dia que eu encontrar aquela Valquíria novamente... Desde quando voltar
do Zero é prêmio. Mas e a parte de salvar ela na vila dos Orcs?
–
Isso foi acidente, eu só estava tentando descobrir quem atrapalhava as
rotas comercias. E eu me esqueci de contar ao Orc Herói a razão de ter
invadido a vila e não terminei meu serviço... Não vou receber aquela
recompensa...
– Você é rico e fica chorando por uma merreca?
Com
esse comentário ambos começaram a rir e conversar sobre as aventuras
que Luiz e Dhellor tiveram nesses 10 anos. Yuuki ficava refletindo sobre
o que escutou, ela foi enganada pelo Feiticeiro que ela ouvi falar e
nem sabia o motivo e o Luiz tinha se aproximado dela por isso, ela
pensou que ele gostava dela, sua frustração ficou remoendo sua mente
pelo tempo que os dois ficaram rindo...
– Senhores, eu vejo que a
conversa está boa, mas teremos outra reunião com o Conselho para
decidir algumas coisas. – Disse Albert, tio de Luiz.
– Dhellor,
participe da Reunião, quero lhe pedir um favor e só poderá ser feito
durante essa reunião...
– Já estou até vendo que vai sobrar
trabalho...
Comentários
Ótima =D Escrito por Comandante SD 3º em 2009-09-07 10:25:25Ótima fic pisces, vc postou o 4º cap aqui na NC finalmente XD
Muito boa Escrito por Lupe89 em 2009-09-07 10:26:43Muito boa pisces,eu gostei até da imagem,parabéns, a história tbm é muito boa, a Yuuki vai se apaixonar por ele ou num vai?
Demorou mais chegou!!! Escrito por *~Pisces~* em 2009-09-07 10:36:02Bom pessoal, demorou pra chegar aki, mas agora já está ^^
Enfim, respondendo ao Lupe: Yuuki não será só um rostinho (corpo também) bonito.... aguardem
MUAHAHAHAHAHA....
Boa Kra Gostei Muito Escrito por rodrigodique em 2009-09-07 14:51:35 É Diferente Da Do Lupe... Mais Gostei Kda Uma Tem Um Ponto Forte. Kda Uma Tem Sua Parte Legal !!! Gostei Muito Msm.
Escrito por andregm em 2009-09-08 14:22:54Mto bom Piscies,uma das melhor fic ke ja li até agora,(e olha ke so um fanfikero nato)tá bem bacana,mas acho ke dá pra caprichar mais em detalhes....
Muito Phoda Escrito por Youkai em 2009-09-09 08:25:47
Escrito por Youkai em 2009-09-09 08:27:04Essa Foi umas das melhores fics q tem na net muito foda
muito bem feita
parabens
^^
Show Escrito por *~Anjo Da Noite~* em 2009-09-10 13:54:48D+++++++++++++ Adorei Bjs Nicole
USarios: *~Anjo Da Noite~* = Sacerdodista lvl 59 Mercadora de Rune=Alquimista lvl 73
Escrito por Iruga em 2009-09-20 20:48:17bem q vc disse q o cap 5 seria o epsie o.o ta bo mdemais agora sera q os dois vão descobrir q são inimigos mortais :O ou decendentes de grandes guerreiros q derrotarão sr das trevas juntos ?
@Iruga Escrito por *~Pisces~* em 2009-09-20 21:19:36De onde vc tirou o Senhor da Trevas?!?!
E aguarde o que virá com esses dois /mal
*Suspense* Escrito por guicadernal em 2009-09-23 05:30:26Caraka *-*
Eles vao lutar entre si axando que sao inimigos por causa das vozes do sonho da Yuuki, que eh alguem que quer Pisces morto, mas no fim ela vai descobri que Pisces nao matou sua familia, e talvez seja ela?!? *¬*(
Corrigindo acima u.u" Escrito por guicadernal em 2009-09-23 05:32:20Caraka *-*
Eles vao lutar entre si axando que sao inimigos por causa das vozes do sonho da Yuuki, que eh alguem que quer Pisces morto, mas no fim ela vai descobri que Pisces nao matou sua familia, e talvez seja ele sua familia?!? *¬*
Guicadernal=Uchimaki Chigan T.T
fods Escrito por Linhares07 em 2009-09-23 18:48:26F*dêncio & Cia
Escrito por Iruga em 2009-10-01 20:32:05cara no adianta tentar prever a fic do pisces ele é totalmente imprevisivel e pisces ja q você disse ELE pensse iq foce o sr das trevas \o/ ento quem mais poderia ser ? Fenrir ? (achu q é esse onome)
Demorou mais saiu @@ Escrito por *~Pisces~* em 2009-10-11 08:56:15Semana corrida, agora consegui colocar a fic aqui ^^
Abraços gente ^^
PS: Podem mandar e-mail com criticas sobre a Fic ^^
Escrito por Vengauce em 2009-10-11 20:59:50Boa Fic cara, parabéns \o
Escrito por Iruga em 2009-10-11 22:58:13to perplexo com o sexto capitulu o.o
Escrito por Bartholomew Finn em 2009-10-13 15:10:56muito massao capitulo 6 mano!! pirei! Parabens
Escrito por Hells em 2009-10-25 09:26:38O.o pelo jeito a fic tá entrando em uma nova fase... Pelo estilo do Pisces, agora os mistérios iniciais vão sendo revelados e aumentados aos poucos... Duro é esperar 15 dias pro próximo capitulo agora T.T
Parabens !!! Escrito por rodrigodique em 2009-10-28 09:24:42Kra Muito Boa A Fic Espero que a que eu esteja criando fike boa tbm mais parabens muito enteresante to esperando os outros captulos
legal Escrito por fencer em 2009-11-20 17:39:06muito legal espero que o fic que eu estou fazendo tenha pelo menos algem que goste ele ainda ta no começo + vou fazer oq posso pra ele vir o + rapido possivel pra ver se sei escrever nem que seja um pouco + duvido que fique tão bom quanto o seu...
Escrito por *leonato* em 2010-01-03 16:46:51mto legal a fic mas o capitulo IX parece ser escrito por outra pessoa, tem um estilo totalmente diferente. Eu pessoalmente preferia o anterior.
Boa Pisces Escrito por Enryuu em 2010-06-09 13:53:19Realmente, nesse capítulo me confundi um pouco mas lendo duas vezes entendi, muito bom Pisces, ta de parabéns, espero que não demore para postar o próximo capitulo tanto quanto demorou pra postar esse, Enjoy xD
Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:49:12cara que D+ mas cade a continuação
Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:49:41cara que D+ mas cade a continuação
nuss Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:51:00cara que D+ mas cade a continuação
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