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09 de setembro de 2010
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Um Anjo Negro - Capítulos I ao X PDF Imprimir E-mail
Autoria de *~Pisces~*   
08 de junho de 2010
Esta Fanfic foi escrita por *~Pisces~*.
A publicação no site Necrópole Comercial foi autorizada pelo autor da história.^^
A publicação em qualquer outro lugar é proibida e caso seja encontrada será passível de Processo. Caso deseje utilizar, entre em contato com o autor:
 

 
Trazendo diretamente dos Bolsos furados da Minha Mochila!
 
Pisces


“Chovia muito naquele dia, ainda lembro-me dos gritos, da dor que senti...
e jamais irei me esquecer do cheiro...”

Parecia que havia sido ontem que o Jovem Pisces tinha saído de casa, passaram-se 10 anos e o rapaz não parecia ter mudado muito, tirando o corte de cabelo. Relativamente alto, magro, com um olhar vazio, que transbordava indiferença para tudo e ao mesmo tempo possuía o fogo que só era visto no olhar dos mais corajosos dos cavaleiros, era isso que o diferenciava dos outros, ele não parecia ser o que era. Um Mercenário.

O rapaz tinha acabado de acordar, tivera o mesmo sonho, uma mulher ruiva gritando por socorro. Entretanto, isso não lhe incomodava, sofria com esse sonho todas as noites durante longos anos. Ao que parecia o jovem estava em um lugar conhecido, aparentava uma vila humana, só que mais rústica. Quando pensou em descer do topo da árvore que tinha usado como dormitório, pode ouvir um andar pesado e uma voz grosseira dizendo:

“Onde está aquele humano? Tenho certeza que o vi passar ontem por aqui. Se não bastasse enfrentar aqueles malditos Kobolds e Goblins, ainda tenho que me preocupar com humanos invadindo a vila. Quando eu o encontrar... ele vai ver do que é feito o Orc Herói!”

Foi por pouco. – Pensou Pisces, nas condições atuais, enfrentar essa criatura seria atentar contra a própria vida. Mas não tirava a razão do Orc, ele foi contratado por um importante comerciante em Geffen para se livrar de alguns Orcs que atrapalhavam a rota comercial entre a Capital e a Cidade da Magia. Só que para acabar com o problema, ele precisava se infiltrar na vila e descobrir os responsáveis, isso não era uma tarefa fácil, mas ele precisava de dinheiro...

“Socorro!!!”

Isso despertou a atenção de Pisces, que saltou da árvore com tamanha graciosidade que parecia que possuía asas. Assim que chegou ao solo, não perdeu tempo, sacou suas Katares, envenenou as mesmas e saiu em disparada na direção ao grito, parecia pouco se importar se seria descoberto ou não, a voz era muito familiar e ele precisava descobrir...
Chegando ao local, ele encontrou o Orc Herói e sua “guarda” de Grand Orcs encurralando uma garota, mas não era uma garota comum, Pisces a conhecia...

“Ei! Bando de Orcs, vocês não deviam estar procurando alguém que vocês pudessem lutar? Façamos um acordo. Vocês Azuis contra mim primeiro, se eu vencer, aquele ali da Coroa vai deixar a Garotinha em paz e vir comigo, caso contrário, eu conto a vocês o motivo de estarem sendo caçados e ao invés de terem só a garota, terão a mim também. O que acham?”

Ao ouvir essas palavras, a garota ficou mais assustada, como um magrelo daqueles iria dar conta de nove Orcs ao mesmo tempo? Sem levar em consideração o Poder que o Orc Herói tinha, era o Segundo mais forte da Tribo, só estando abaixo do Senhor dos Orcs.

“Está bem Mercenário. Será maravilhoso ver você sendo cortado por uma lâmina Orc. Soldados, ATACAR!!!!"

Os Grand Orcs avançaram como um batalhão, eram muito coordenados, até um cavaleiro teria problemas para vencer uma luta dessas. Todavia, Pisces abriu um sorriso e deixou escapar uma frase: Eu sabia. Quando os Orcs se aproximaram, o rapaz desapareceu, deixando apenas uma pequena nuvem de poeira em seu lugar, Foi então que começou. Estacas de Pedra saíram do chão e perfuravam o batalhão de Orcs, que estavam desgovernados, não sabiam de onde vinham os golpes e aos poucos começaram a cair.

“Seu idiotas, saiam daí, esse humano está embaixo da Terra, SAIAM DE PERTO AGORA!!!”

De pouco adiantaram as palavras do Líder Orc. Sua tropa estava dizimada, não restou ninguém além dele para contar o acontecido. Quando do meio dos corpos, surgia novamente a face do mercenário, com um sorriso estampado e dizendo:

“É só isso que eles podem fazer? Não se preocupe grandão, eles não estão mortos, só estão como posso dizer, dormindo. Em algumas horas eles vão acordar com uma dor de cabeça, eu venci, deixe a garota vir comigo em segurança e eu lhe direi algo que possa lhe interessar...”

Os olhos do Orc pareciam derramar lágrimas, seus soldados haviam partido para a batalha com a vontade de matar aquele humano, que poupou a vida de todos. “Quem era ele? Por que ele fez isso?”. Essas eram as perguntas na cabeça do grande líder Orc.

“Rapaz, deixo que a garota vá se me responder algumas perguntas. Quem é você e por que está fazendo isso? Mercenários não se importam com ninguém, só com dinheiro e com eles mesmos...”

O estranho era que essas mesmas perguntas estavam na cabeça da garota, como alguém com aquela aparência era tão forte? E por que ele arriscou tanto para salvar alguém que não conhece? Mas antes que a jovem pudesse terminar seu raciocino o rapaz começou a falar.

“Quem eu sou? Me chamo Pisces e sou só um Anjo Negro da Guarda. O Por quê? Bem, tenho minhas razões pra arriscar minha vida por essa garota. E não me compare aos simples mercenários, não sou igual a nenhum deles, dinheiro não trará minha felicidade, só serve como um caminho no qual irei andar até encontrar aquilo que preciso e almejo.”

Tamanhas palavras impressionaram tanto a garota quanto o Orc, que carregava seus soldados para dentro da floresta enquanto dizia:

“Anjo Negro, espero encontrar com você novamente algum dia, considere-se bem vindo a essa vila...”

Ao terminar a frase, ele arremessava sua Coroa ao rapaz, isso na tribo Orc significava que eles agora eram seus amigos, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, o Orc já tinha desaparecido e Pisces não pode contar a razão de ter invadido a vila. Foi então que a garota correu até ele e abraçou ele fortemente e disse.

“Obrigado Senhor Anjo, serei grata por ter salvado a minha vida.”

Com um sorriso de felicidade no rosto, Pisces só respondeu...

“Você teria feito o mesmo por mim... pequena Yuuki...”
 

 

Pisces
 
 
 
“Chovia naquele dia, a dor nos olhos dela são minhas últimas lembranças,
o calor do fogo extinguiu todo o sentimento do lugar,
só restando dor para preencher o vazio dos olhos dela...”

Com um sorriso de felicidade no rosto, Pisces só respondeu...

“Você teria feito o mesmo por mim... pequena Yuuki...”

As palavras dele ecoaram por toda a mente de Yuuki, ela não havia mencionado seu nome, entretanto ele sabia seu nome e parecia conhecê-la há bastante tempo. O que era estranho, pois Yuuki não sempre viveu sozinha desde os 5 anos de idade. Abandonada perto da cidade de Alberta com apenas as roupas do corpo e uma pequena faca, quem diria que ela teria se tornado uma ferreira tão exemplar, tanto em suas habilidades quanto em seu físico. Tinha curtos cabelos vermelhos como sangue, um corpo bem definido para sua idade, ela possuía apenas 15 anos, entretanto, aparentava ter cerca de 30 anos. O que mais chamava atenção em Yuuki eram seus olhos, eles possuíam uma coloração bastante incomum, era amarelado, não um amarelo comum, mas tinham o brilho de uma barra de ouro, dignos de uma ferreira.

Mas toda essa imponência de nada adiantou, ela estava em choque, mal conhecia a pessoa que salvou sua vida e estranhamente ela reconheceu aquela pessoa.

“Ei, como você sabe meu nome? Não cheguei a falar nada...”

Retrucou Yuuki, se afastando rapidamente olhando para os lados, tentando localizar a única coisa que ela julgava que iria lhe “proteger” seu carrinho.

“Calma, não precisa se assustar. Salvei você não foi? Temos que voltar a Geffen logo, essa coroa só me permite passagem segura pela vila oeste, só que estamos na vila leste e há uma criatura aqui que é bastante agressiva, e mesmo que ele esteja de bom humor, não é tão sociável assim.”

Pisces parecia preocupado ao dizer essas palavras, seu olha havia mudado, não parecia mais àquela pessoa meiga que Yuuki havia pensado. Agora ele tinha o olhar de um verdadeiro assassino.

“Você está dizendo que o Senh...”

“Não diga esse nome! Só um mero sussurro é capaz de acordar essa coisa...”

Assim que ele terminou a frase, notou que Yuuki corria feito uma louca em direção a uma árvore gritando:

“QUERIDO, ACHEI VOCÊ MEU AMOR!!!!”

Quando ele notou, ela estava abraçando o seu carrinho. Pisces não pensou duas vezes, pegou a primeira pedra que encontrou e arremessou na cabeça dela dizendo:

“SUA IDIOTA, QUER MORRER!?!?!”

“Aiiii!!! Por que você fez isso? Tá doendo sabia!?”

“Sua maluca está pensando em que? Não é mais fácil chamar todos os Orcs pra te atacar? Você sai por aí gritando feito uma doida por um carrinho... sabe as Kafras teleportam isso para qualquer lugar... não precisa ficar falan...”

Antes que pudesse terminar sua frase, Pisces caiu no chão, e antes de desmaiar conseguiu se virar, ele viu o Senhor dos Orcs e seus arqueiros, que haviam lhe acertado uma flecha envenenada...

“Irmão, o que houve com o papai e com a mamãe, eles estão deitados todos sujos de uma água vermelha e não querem acordar... irmãozão não deixa aquele lobo chegar perto de mim... IRMÃOOO...”


“YUUKI!!!!!!!!!!!!”

Pisces havia acordado, estava em uma estalagem, ao que parecia pelo cheiro, era próxima do mar. Quando tentou se levantar, sentiu uma dor pulsante no peito e ouviu aquela voz novamente.

“Vai abrir os ferimentos assim bonitão, um Anjo não deveria ter pesadelos e acordar gritando meu nome. Isso é estranho, já que você chamou por mim durante essas 2 semanas, eu tinha pensado que você ia ficar dormindo pro resto da vida. Mas fico feliz que tenha acordado.”

Vestida com um short curto e uma camisa social semi-aberta, Yuuki estava ali no quarto, sentada do lado da cama com uma cara de sono, e alguns ferimentos. “Será que ela lutou contra os Orcs?” Pensou Pisces enquanto se recuperava da dor.

“Onde estamos? Alberta ou Izlude? E como saímos de Geffen?"

“Nenhum nem outro estamos em Moscovia, uma ilha e se não fosse o MEU carrinho que você brigou por eu ter comemorado em encontrar, estaríamos mortos...”

Disse Yuuki segurando um pergaminho de portal, era um item bem raro, poucos tinham sido escritos, mas a serenidade no rosto dela desapareceu e abrindo um sorriso sarcástico disse:

“Agora que estamos empatados, dá pra você me explicar COMO VOCÊ SABE MEU NOME!?!?!”

Pisces parecia que estava tão sonolento que não notou o grito de Yuuki, só pendeu a cabeça para o lado, abriu um sorriso que mesclava felicidade com ironia e disse:

“Você só me lembrou minha irmãzinha que desapareceu há 10 anos...”

Isso foi um choque, Yuuki perdeu sua família há 10 anos e ela sentia conhecer o rapaz, seria isso uma coincidência? Tinha que ser, não havia outra explicação para isso...
 

 
Pisces


 
“O cheiro, aquele cheiro... chuva e fumaça, normalmente teria me esquecido, entretanto, cheiro de sangue, misturando com esses odores, ficou gravado em minha memória.”
 

Pisces parecia que estava tão sonolento que não notou o grito de Yuuki, só pendeu a cabeça para o lado, abriu um sorriso que mesclava felicidade com ironia e disse:

“Você só me lembrou minha irmãzinha que desapareceu há 10 anos...”

Isso foi um choque, Yuuki perdeu sua família há 10 anos e ela sentia conhecer o rapaz, seria isso uma coincidência? Tinha que ser, não havia outra explicação para isso...

Ela estava confusa, não se lembrava direito de sua família, ela só tinha cinco anos, a única coisa que lembrava era de seu irmão, ele devia ter cerca de sete ou oito anos na época e possuía cabelos loiros. Entretanto, Pisces tinha cabelos prateados, talvez tivesse descolorido por alguma razão, só restava-lhe perguntar ao rapaz.

“Ei... Desculpe perguntar... mas... qual a sua idade?”

“Bom, eu tenho 27 anos... só me responde o porquê dessa pergunta...” - Disse Pisces com um ar de sonolência.

“Ufa... você não pode ser meu irmão... ele seria mais novo...” – Disse Yuuki com um tom de alívio, mas antes que pudesse continuar a dizer qualquer coisa, foi interrompida.

“É claro que você não é minha irmã, sua besta, até parece que não pensa...”

Bradou Pisces, parecia enfurecido por ter comentário confundido. Ele não podia dizer que admirava Yuuki, mercenários não deviam se relacionar seria arriscado demais para ambos. Enquanto estava perdido em seus pensamentos, não notou o que lhe aguardava...

“VOCÊ ME CHAMOPU DE QUE?!?! EU SALVO A SUA VIDA E É DESSA FORMA QUE ME TRATA?!?!” – Disse Yuuki após dar um tapa no rosto de Pisces.

Tais palavras combinadas com o repentino choro de Yuuki foram suficientes para deixar Pisces sem nenhuma ação. Mas antes que pudesse tomar alguma atitude, Yuuki bradou mais alto que antes:

“Os remédios estão na estante e a estalagem está paga por duas semanas. Quando quiser ir embora, vá ao porto e diga que me conhece, haverá um barco para levá-lo a Alberta.”

Ao proferir tais palavras, Yuuki pegou seu carrinho e saiu do quarto chorando. Quando Pisces conseguiu levantar e se apoiar na janela para gritá-la, notou que a mesma já estava próxima do porto e não iria conseguir fazê-la ouvir a tamanha distância.

Mergulhado em pensamentos confusos e angustiantes, Pisces não parava de pensar em pedir desculpas, mesmo sem saber o erro que havia cometido. Entretanto, já era tarde, ele estava ferido, ela a essa hora já estava no navio e tudo que ele sabia sobre, era que ela residia em Geffen, mas seria pouco provável que fosse para casa em uma situação como essa. Não lhe restaram muitas opções e a mais adequada no momento era se recuperar antes de pensar em como chegar até ela novamente.

Passadas algumas horas, Pisces caiu em um sono pesado...

“Meu filho, não se esqueça de tudo que lhe ensinei, espero que algum dia você possa voltar a nossa Casa e reclamar aquilo que é seu. Faça isso quando julgar que é a hora. Lembre-se, Não importa como você vive, só importa como você sobrevive...”

Pisces acordou assustado, esse foi um sonho bastante diferente, parecia que realmente seu pai falava com ele, alguns dizem que os mortos são capazes de fazer isso com seus entes queridos. Bom, os ferimentos não estavam completamente fechados, mas sentia que não podia esperar muito, seu pai em sonho lhe disse para voltar para casa... Seria uma longa viagem, mas era chegada a hora, entretanto, ao levantar para se arrumar e tomar os remédios, notou um pequeno envelope caído perto da cama, possuía um selo estranho, eram letras estranhas, pareciam traços embaralhados, se não tivesse visto antes, não saberia que era de Amatsu, ao abrir o envelope viu um singelo convite para uma feira de armamentos orientais na ilha. Na mesma hora associou essa feira a Yuuki, afinal ela era uma ferreira, havia uma pequena chance de encontrá-la no lugar...

“Parece que terei que passar em casa de qualquer forma...”

Murmurou Pisces, com um sorriso de sarcasmo ao ler a última frase do documento:

“É necessária a apresentação de uma arma rara para mostrar que é digno de apreciar a feira”
 

 
Pisces


“Chuva, chovia bastante naquela hora. A chuva deveria ter lavado minha alma,
mas ao invés disso, marcou ela para sempre...”



“Parece que terei que passar em casa de qualquer forma...”

Murmurou Pisces ao ler a última frase do documento:

“É necessária a apresentação de uma arma rara para mostrar que é digno de apreciar a feira”

O destino conspirava contra Pisces. Ter que voltar a sua casa para pegar algo que possa permitir sua entrada na feira. O problema não era conseguir o objeto, mas sim regressar a sua casa. Passaram-se dez anos desde o incidente, reviver aquelas lembranças não seria a melhor coisa a ser feita.

Arrumado e medicado, Pisces saiu de seu quarto e rumava para a porta da estalagem quando foi abordado.

“Ei jovem, você se chama Pisces não é?”

A voz fina e delicada que proferiu essas palavras era de uma jovem moça, cabelos castanhos até o ombro, um rosto corado que não podia dizer se estava animada ou envergonhada e utilizando um laço vermelho, mas isso não chamava atenção, o que atraiu verdadeiramente a atenção de Pisces era a roupa que a jovem trajava. Era uma armadura, aparentava ser muito pesada, mas a jovem parecia tão graciosa que dava a impressão que estava usando apenas uma camisola...

“Ei, você não vai responder? Estou perguntando se você é o Pisces...”

“Sim, sou eu mesmo... o que deseja?” – Dizia isso passando a mão de leve em sua katar, afinal seguro morreu de velho, pensava o mercenário.

“Bom, se você acha que pode vencer uma Paladina pode vir, mas aconselho que ouça minha proposta antes de pensar em sacar essa arma rudimentar, jovem Luiz...”

“Do que você me chamou?” – Responde assustado, como alguém conhecia seu nome? Só sua família e o líder do Clã dos Mercenários poderiam ter acesso a essa informação e ela não era nenhum nem outro.

“Então, senhor Luiz, podemos conversar em um lugar mais Reservado?”

A jovem disse isso apontando para um Sacerdote que estava sentado no canto da estalagem.

“Vamos, eu não tenho muita opção mesmo, se eu não for aquele Caçador lá fora vai me acertar com uma flecha sonífera, então, vamos conversar” – Disse Pisces abrindo um grande sorriso, parecia estar feliz com a situação.

“Pois bem. Allyoth abre o Portal, por favor. Os demais usem as Asas de Borboletas e me esperem.”

Ao dizer isso, um Portal foi aberto entre ela e Pisces, e várias pessoas sumiram em um brilho azulado, não dava para acreditar que tudo isso era só para levá-lo até algum lugar.

“Vamos lá? Eu também vou querer algumas respostas...”

O mercenário disse isso entrando no portal, que o levou para um lugar bastante conhecido, a cidade de Al de Baran, mas era um ponto afastado da torre, exatamente do lado oposto do caminho para o feudo. “Conveniente?” pensou Pisces ao olhar para a mansão que estava em sua frente, havia um pequeno texto cravado no portão de entrada:
 
"Família Fenrisulfr"

“Como se sente voltando a sua casa? Faz quanto tempo? Dez anos?”

Disse a Paladina abrindo os portões da mansão. Isso era muito estranho, justamente quando ele precisava voltar a sua casa alguém aparecia para fazer isso. Havia perguntas sem resposta e tudo isso por que ele queria encontrar Yuuki novamente.

“Espero que esteja tudo no lugar, vamos indo, afinal a casa é minha mesmo, mas antes me responda uma coisa. Como devo chamar essa paladina? Isso é se realmente for uma paladina, não é mesmo?”

“Sim, sou uma paladina, mas sou filha de Algozes e me chamo Kaoru, isso responde a sua pergunta?”

“Claro, isso explica algumas coisas, pois bem, vamos indo!” – Pisces disso isso ao entrar após longos anos em sua casa.

Não havia mudado muita coisa, tirando o fato que havia sido reconstruída. Caminhando um pouco pelo salão principal, avistou uma mesa oval com várias pessoas sentadas, havia 14 cadeiras em torno da mesa, só duas não estavam ocupadas e por dedução uma devia ser dele e a outra da Paladina.

“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem” – Brincou Pisces ao se aproximar da mesa e notar que havia um transclasse de cada sentado naquela mesa. – “Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”

“Bom, aqui estão reunidos os descendentes dos sobreviventes do massacre que houve nessa cidade há dez anos. E a informação que temos é que ELE vai voltar, não sabemos quando, mas sabemos quem será o alvo. Essa pessoa é você Luiz Fenrisulfr.”
 

 
Pisces
 
 
“Correr, correr de felicidade ou de tristeza? A única diferença é para onde você corre.”



“Os remédios estão na estante e a estalagem está paga por duas semanas. Quando quiser ir embora, vá ao porto e diga que me conhece, haverá um barco para levá-lo a Alberta.”

Após dizer isso Yuuki saiu do quarto chorando e correu o mais rápido que podia para o porto, estava mergulhada em profunda tristeza, entretanto, desconhecia a razão de tamanho sentimento. Tudo era estranho e seus pensamentos começavam a ficar confusos, só tinha certeza de uma coisa. Precisava pegar o barco para Amatsu e participar daquela feira.

“Senhorita Yuuki, o que houve? São lágrimas?”

Era uma voz fina e delicada, que normalmente pertenceria a uma criança e não a uma mulher de cabelos castanhos e trajando uma tão volumosa armadura.

“Senhorita Yuuki, conte-me o que houve, aquele rapaz magoou a senhora?”

“Não Kaoru, ele não fez nada, esse é o problema, aquele idiota não notou que eu gosto dele, me chamou de besta porque o confundi com meu irmão. Por que os homens são tão idiotas Kaoru? Até parece que ele não pode falar nada, parece que ele tem medo...”

Disse Yuuki ao jogar o carrinho dentro do barco e pegar uma enorme caixa de chocolate.

“Vamos Kaoru, tenho que me apresentar na feira, deu muito trabalho conseguir a Cruz Impiedosa e com ela poderei entra na feira e tentar encontrar algo sobre a minha família. Depois disso posso procurar esse safado do Pisces novamente e descobrir o que ele realmente estava querendo...” – Disse isso enquanto terminava a primeira caixa e preparava-se para começar a comer outra.

“Senhorita Yuuki, por que essa fixação pelo Rapaz?”

“Simples Kaoru, ouvi dizer que havia um Mercenário que virou mercenário de uma forma diferente do teste padrão. E o Pisces bate perfeitamente com as descrições. Sendo assim, se for ele mesmo, aquele cara lá de Arunafeltz vai me dar informações sobre a minha família.”


“Senhorita desculpe ser arrogante, mas preciso que a senhora venha comigo, temos uma reunião em Al de Baran em algumas horas e eu gostaria que a senhora assistisse a reunião.” – Disse Kaoru, com um tom frio e imperativo.

“Mas eu tenho a feira para participar... e tenho que verificar se o Pisces é mesmo o mercenário que procuram e eu também tenho que contar a ele sobre...”

Antes que Yuuki pudesse dizer continuar sua frase, sentiu uma dor leve em seu ombro. Notando que havia sido acertada por uma flecha.

“Desculpe, mas é para seu próprio bem...” – Sussurrou Kaoru antes que Yuuki desmaiar.

“Encontre o último membro da Família Fenrisulfr e acabe com a vida dele, ele foi o responsável pela morte de seus pais pequena Yuuki...”

Yuuki acordou assustada, foi um sonho estranho, ela estava sentada em um trono e um Grande lobo se aproximou dela, não era um lobo comum, parecia um misto de homem com lobo, só que muito maior, devia ter cerca de três ou quatro metros. Ao se aproximar o Lobo disse para procurar o membro de uma família chamada Fenrisulfr.

Agora que estava mais calma, Yuuki notou que estava em um quarto muito luxuoso, parecia o aposento de uma rainha. Havia pedras preciosas formando desenhos em todas as paredes. O que chamava mais atenção no quarto era seu carpete, ali existia um enorme lobo bordado, parecia que estava vivo, mas era só um desenho, para a felicidade de Yuuki.

“Onde será que estou? Meu carrinho está ali, minhas roupas e armas também, isso é muito estranho...”

“Não é tão estranho assim mi lady” – Disse um senhor de baixa estatura que acabara de entrar no quarto.

“Me chamo Yomir, sou um humilde criado da família Fenrisulfr e peço que a senhorita me acompanhe, tem algo que a senhora deveria assistir...” Disse isso fazendo uma reverência cordial.

“Irei com você, mas depois eu quero falar com seu patrão” – Disse Yuuki desconfiada, afinal, ouviu em sonho que essa família matou seus pais, ela precisava saber a verdade.

“A senhora está com sorte, o patrão voltou após dez anos e está no salão de reuniões, para onde a senhora irá.”

“Então vamos Yomir, me mostre onde é!” – Bradou Yuuki

Ao ouvir essa ordem Yomir saiu pela porta do quarto, seguido de perto por Yuuki, era um longo caminho até o salão e quando estavam quase chegando puderam ouvir uma voz dizendo:

“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem. Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”

Yuuki reconheceu a voz, era Pisces. Mas o que estava acontecendo naquele lugar?
 

 
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“Não temos como fugir de certas coisas... a chuva me persegue. Então irei perseguir aquilo que acredito, já que não é mais hora de fugir...”


“Olha só, um comitê de boas vindas, não precisava gente, só estou de passagem” – Brincou Pisces ao se aproximar da mesa e notar que havia um transclasse de cada sentado naquela mesa. – “Agora fiquei curioso, o que está acontecendo?”

“Bom, aqui estão reunidos os descendentes dos sobreviventes do massacre que houve nessa cidade há dez anos. E a informação que temos é que ELE vai voltar, não sabemos quando, mas sabemos quem será o alvo. Essa pessoa é você Luiz Fenrisulfr.”

Disse um homem trajando uma pesada armadura. “Um Lorde” – Pensou Luiz, não havia mais razão para utilizar seu pseudônimo, estava em casa e diante de pessoas altamente poderosas. A única coisa que ele não havia notado era a presença de Yuuki no recinto, que permaneceu escondida atrás de uma pilastra na sala ao lado.

“Pois bem Lorde Fenrisulfr, onde estão suas vestias? Está parecendo um pobre mercenário usando esses trapos.” Disse uma bela mulher, com olhos azuis como o céu e longos cabelos castanhos, trajando um vestido longo e vermelho e com uma característica inesquecível, um cachecol de Kitsune.

“Deixe-me ver, Allure não é? A última vez que encontrei com você, ainda era uma pequena maga. Parece que esses dez anos foram gentis com você e com todo os outros, meus velhos amigos..”

Dizendo isso Luiz abriu um grande sorriso e cada transclasse sorriu igualmente, exceto um deles...

“Não fico feliz com sua volta e verdadeiramente eu gostaria que estivesse morto... não achei que a minha guilda iria se rebaixar tanto a acolher um fugitivo e ensinar nossas artes a qualquer um... caso essa informação vaze, por sua culpa minha guilda estará arruinada... Não é verdade, Lorde Fenrisulfr...” ¬ Bradou um Algoz, seu nome era Aiarios, que antes que pudesse continuar, notou que Luiz havia desaparecido...

“Acha mesmo, que sou só um fugitivo, você não sabe o que eu vi, você não sabe o que eu passei, sua família de covardes que fugiram de Morroc só com a ameaça que ele voltaria e foi uma das poucas que não lutou para salvar Midgard. Deveria dobrar sua língua para falar nesse conselho.. por que até onde eu me lembro, eu ainda sou o Lorde Fenrisulfr e você não passa de um mero lixeiro nesse grupo...”


Todos ficaram espantados, não com tais palavras, mas sim com a cena... Num momento Luiz estava na frente de todos eles vestido como mercenário. Em outro estava trajando uma armadura de Lorde, entretanto mais escurecida e chegando próximo do Ônix, e portando uma longa espada que cintilava um brilho violeta que assustou todos, já que esse brilho era o sinal do veneno mortal dos Algozes.

“BASTA!” – Gritou um senhor de cabelos grisalhos no fundo da Sala. – “Acha que meu irmão iria gostar de ver seu filho lutando dentro de sua própria casa novamente? Pondere seus atos Fenrisulfr, ele será útil, senão nem ao menos estaria aqui...” – Tais palavras foram ditas por uma figura de idade já avançada que não estava na mesa, mas sim encostado na parede da sala, ao se aproximar, era possível ver que era um Arquimago. Seu nome era Albert Yukon, tio de Luiz.

“Parece que algumas apresentações foram feitas e se todos sentarem poderemos dar inicio a reunião, são fatos importantes que trouxeram todos vocês novamente aqui...”

Assistindo tudo isso, Yuuki começou a ter medo, Pisces na verdade se chamava Luiz Fenrisulfr, não era um mercenário e sim um lorde, era mais rápido que ela imaginava e ainda por cima era membro da família que ela procurava, ele era o responsável pela morte dos pais dela. Entretanto não era prudente fazer alguma coisa agora, havia muita gente e mesmo que ela quisesse seria impossível, suas pernas haviam parado de se mover quando o Pisces dela havia começado a falar...

“Pois bem Senhor Olivier, comece a reunião...” – Disse Luiz ao sentar-se ao lado da Paladina Kaoru e ver o Lorde que estava no outro lado da mesa começar a falar.

“Então, como vocês sabem, dez anos atrás um poderoso Feiticeiro conseguiu controlar um Atroce e o utilizava para aterrorizar pessoas. Se o Atroce fosse a nossa única preocupação na época tudo estaria bem. Porém, esse feiticeiro começou a ter apoio de outras entidades, alguns acreditam que o Senhor das Trevas ou o Bafomé estavam ajudando, existem também aqueles que dizem que o Imperador Morroc havia emprestado parte de seus poderes. Esse apoio fez com que ele pudesse invocar muitas criaturas poderosas que colocaram nossa amada cidade de Al de Baran em caos. Até que as famílias que viviam aqui e que vocês representam, uniram-se e Venceram esse Feiticeiro. Alguns tiveram perdas maiores que as outras, mas isso não vem ao caso. A questão é. Ele não foi completamente derrotado e está planejando um retorno, mas ele precisaria primeiro eliminar a família que foi a principal responsável pela sua derrota. Nesse ponto é onde você entra Luiz. Seu pai foi o arquiteto do plano anterior e provavelmente você será o alvo e minhas fontes dizem que alguém já foi enviado para tentar matar você.”

Ao dizer isso Olivier senta e é substituído por Shoguen, o Mestre que estava ao seu lado.

“Teremos que se cautelosos em nossas próximas ações. Agora o Feiticeiro tem mais poder que no passado e agora ele não tem mais só o Atroce sobre seu controle... ele tem um exercito deles e dizem que ele conseguiu reproduzir o Bafomé verdadeiro, se isso for realmente verdade, iremos precisar da benção de Odin para aniquilar todo esse mal de uma vez por todas.”

“Bom, até agora tudo bem, mas eu quero pedir que cada um de vocês jure lealdade a nossa causa, não seremos um Clã no momento, mas seremos uma equipe que irá proteger nossa amada cidade.” – Disse Luiz, levantando-se e caminhando até uma estatua – “Farei minha a Arma de meu Pai e com isso essa cidade irá ser salva e eu alcançarei meu objetivo.”

Proferindo tais palavras, Luiz pegou a Foice que era segurada pela estatua e agitou a mesma no ar... Ficando em posição de batalha.

“Minhas Armas serão tuas e ao teu lado lutarei.” – Disse Olivier, o Lorde

“Meu Punho será a punição divina sobre esse Mal” – Proferiu Shoguen, o Mestre

“Meu Corpo servirá de Escudo para defender nossa causa” – Disse Kaoru, a Paladina

“Com esse Machado irei partir esse safado ao meio” – Bradou Robert, o Mestre Ferreiro

“Minhas orações irão afastar todo o mal que nos cerca” – Anunciou Allyoth, o Sumo Sacerdote

“Meu arco será teu, para o infinito acertar” – Disse Harushi, o Atirador de Elite

“Minha música irá ecoar pelos campos de batalha para o teu coração alegrar” – Cantou Sean, o Menestrel

“De um lado para o outro, hipnotizando e atrapalhando eu vou, de um lado para o outro” – Cantou Sully, a Cigana

“Minhas poções irão ajudar nosso grupo e arruinar nosso inimigo” – Disse Allyna, a Criadora

“Com meu poder, o poder da natureza, nosso adversário irá cair mais rápido que a chuva” – Proferiu Atem, o Arquimago

“Vamos ver se ele vai fazer alguma coisa, sem ter nada pra usar” – Brinco Ellizabeth, a Desordeira

“Querendo ou não, por essa causa, meus venenos e minhas artes serão suas” – Disse Aiarios, o Algoz

“Magia? Ele usa, mas quem disse que ele sabe pra que ela serve....” – Anunciou Allure, a Professora

“E com a foice de meu pai, a minha vontade e a ajuda de vocês... essa cidade será salva” – Bradou Luiz Fenrisulfr, o Lorde com poderes de Algoz.

“Meu deus... o que será que vai acontecer agora... ele me pediu para dar informações e ele é o mesmo que arruinou minha vida... o que eu vou fazer... “ Sussurrou Yuuki em lágrimas...
 
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“As areias do Deserto, contrastando com o clima sereno no qual eu nasci... Serviram para me dar o conhecimento que tudo pode ser relativo...”


Há muito tempo, nas ruínas de uma antiga civilização, um jovem mago caminhava até o subterrâneo para concluir seu treinamento com criaturas agressivas conhecidas como Stings, quando ouviu uma doce voz que clamava seu nome. No principio a voz era fina e meiga, entretanto quanto mais alta ficava a voz, mais grave e cruel ela se tornava, até que o jovem mago começou a entender o som produzido...

“Poder é aquilo que você mais deseja. O conhecimento e poder... eu posso lhe dar esse poder, mas em troca, irei pedir alguns... como posso dizer... favores...”


Tais palavras congelaram o coração do pequeno mago, ele estudava para conseguir passar no vestibular da Universidade de Juno, seria tudo para ele, conhecimento ilimitado, poder inigualável, tudo isso ao custo de alguns favores, sua alma ou servidão eterna poderiam ser o preço, mas será que iria valer à pena? Não lhe restava mais nada mesmo, sua família havia sido destruída por um ataque de um Bafomé, foi o único sobrevivente, graças ao sacrifico de seu pai. Talvez houvesse chance de com esse conhecimento encontrar uma forma de reviver sua família.

“Pois bem... Eu quero isso, mas o que terei que fazer em troca?”

O pequeno mago não acreditava nas palavras que tinha acabado de dizer, estava pactuando com um ser que deveria temer e tentar destruir.

“Meu jovem, tudo que tem que fazer é me servir, quando eu precisar de almas, você irá coletá-las. Quando eu precisar que lute em meu nome, você irá lutar. Quando eu quiser me libertar, você irá me auxiliar. E quando for a hora de minha batalha final, ao meu lado lutará...”


Dizendo tais palavras a figura sombria toma forma, um grande esqueleto que trajava uma manta negra como a noite. Como o mago pensou, era o Senhor das Trevas.

“Farei isso, mas quero deixar claro que não é por ganância que faço isso, tenho minhas razões...”

“Todos possuem razões e motivos, entretanto, poucos são capazes de utilizar isso para viver...”

Dizendo tais palavras o Senhor das Trevas envolveu o mago em uma aura negra, que mudou suas vestias, agora elas era escuras, para representar sua escolha. A criatura também deu ao rapaz um livro, que carregaria o conhecimento e o poder que tanto quisera.

[...]

“Mestre, aconteceu alguma coisa? O senhor começou a observar o jovem Fenrisulfr e ficou aí sem dizer uma única palavra. O Senhor está bem?”

Essas palavras eram ditas não por um homem, mas sim por uma criatura, era um Bafomé Jr. O estranho era que a criatura falava normalmente, mas o mais intrigante era, ele se dirigia a um humano como mestre, e não era um humano comum. A pessoa com quem o monstro falou era um homem de longos cabelos branco, trajando uma elegante roupa e com um olhar aparentemente vazio... Seus óculos biônicos haviam caído de sua face e estava em seu colo. Ele parecia hipnotizado por alguma coisa, mas subitamente ele teve uma reação, parecia ter acordado de um sonho.

“Fique tranquilo, eu estava só lembrando a minha infância, faz bastante tempo que saímos daquele reino não é mesmo? Faz quanto tempo desde que me pediram para recuar? Dez anos?”


“Sim mestre, Dez anos desde que o Mestre-do-meu-Mestre pediu isso, até hoje não entendo a razão, mas creio que o senhor sabe não é mesmo?”

“Se eu tivesse terminado o serviço naquele tempo, ele não teria tantas almas e eu não teria tanta diversão, afinal se eles acharam que da última vez eles conseguiram me causar algum dano no último encontro, será bastante divertido mostrar parte do meu poder a eles, afinal quem irá acreditar que a destruição da família que guarda parte do coração de Ymir partiu dela mesma?”


“Mestre, o senhor irá fazer com que eles se destruam?”

“Meu jovem criado e amigo, não será tão simples assim, se eu quisesse destruição enviaria meus lobos ou atacaria com aquele que dorme perto da cidade... mas vê-los tentar me vencer, vencer o meu Mestre... Isso é algo bastante tentador... espero que a batalha seja tão interessante quanto as que ouvi dizer que foram travadas contra o Morroc. Muahahaha...”

Dizendo isso, o rapaz começou a gargalhar, sua risada foi acompanhada da risada de seu criado e ecoou por toda a mansão e acordou as criaturas que estavam adormecidas no terreno que cercava o lugar. Uivos tão altos que podiam ser ouvidos por todo aquele deserto frio e seco, aterrorizaram a noite daquela região mais uma vez...

“Atroces, Vão e alimentem-se! Faça desta noite um banquete para suas crias!”

Essas foram às palavras do homem que estava no alto da mansão, trajando ainda seu elegante terno. Tinha um olhar sangrento e frio, parecia estar feliz com a ordem que foi dada, porém não fazia diferença para ele, afinal era relativo se viveriam ou não.

“Bafo, prepare minhas coisas, à hora de ir para Rune-Midgard novamente se aproxima, iremos precisar passar em vários lugares antes... e não se esqueça de pegar o meu Livro...”



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“A indiferença veio com o tempo, juntamente com ela veio o conhecimento...”



“Bafo, prepare minhas coisas, a hora de ir para Rune-Midgard novamente se aproxima, iremos precisar passar em vários lugares antes... e não se esqueça de pegar o meu Livro...”


“Claro mestre, tudo já está arrumado, o senhor só precisa decidir aonde iremos primeiro”

“Bafo, nós iremos primeiro a Alberta, começaremos pelo Mar e avançaremos. Aqueles tolos não terão como fugir, estarão encurralados em sua suposta fortaleza, assim como há dez anos, mas dessa vez, não irei recuar...”

Tais palavras eram acompanhadas de uma melodia sangrenta, gritos de socorro e dor eram ouvidos por toda a cidade de Rachel, vários aventureiros que ali estavam atacaram os Atroces, mas não adiantava quanto mais Atroces caiam, mais apareciam e aqueles que eram mordidos, se transformavam em Galions rapidamente e iniciam o massacre novamente. Até que de repente, um assobio estridente ecoou pela cidade. Todos os Atroces e Galions cessaram suas ações e fugiram tão rapidamente quanto haviam aparecido.

“Mestre, por que cessou o ataque?” – Disse o pequeno bafomé com um ar de surpresa, já que eram poucas as vezes que vira seu mestre com um sorriso tão grande.

“A resposta é simples meu caro, se eu destruir a todos agora, quem irá me temer e obedecer? O sofrimento a um longo prazo é bem mais prazeroso que um massacre único. Porém esse não é o foco agora, partiremos ao amanhecer, devemos fazer uma breve visita ao Flagelo do Oceano.”


Enquanto isso em Al de Baran


“Meu deus... o que será que vai acontecer agora... ele me pediu para dar informações e ele é o mesmo que arruinou minha vida... o que eu vou fazer...” Sussurrou Yuuki em lágrimas...

Não podia estar acontecendo, Yuuki não podia acreditar na cena que estava assistindo, sua mente estava confusa, não conseguia ouvir seus pensamentos. Até que no fundo da sua mente uma voz ecoou.

“Não faça nada ainda, espere o sinal daquele que traja vestias escuras, ele irá lhe procurar para falar do grande lobo e assim lhe ajudar...”


Yuuki ficou assustada, a voz foi a mesma que ela ouviu no sonho, mas dessa vez ela estava acordada, tudo isso ficava mais estranho a cada segundo, mas como não havia solução melhor, ela deveria fingir alguma coisa, mas não poderia interromper a reunião, então decidiu voltar ao quarto e esperar...

“Pois bem, devemos decidir o que será feito. Yomir, leve Yuuki para o Quarto. Tio acompanhe e explique a história a ela e Yuuki... Não precisa ter medo, ainda sou o seu Anjo Negro da Guarda, a diferença é só a roupa.”

Estranhamente, tais palavras reconfortaram Yuuki que estava se afastando do lugar, mas deixaram certo membro do conselho nervoso...

“Como é? Temos uma platéia? O que garante que ela não seja enviada dele? Por mim devemos matá-la agora...” – Proferiu Aiarios, que levantava e sacava suas katares.

“Aiarios se acalme. Essa garota é minha amiga e amiga do Luiz, eu a trouxe por que o senhor Yukon me pediu. Se você quiser mesmo lutar com alguém que seja contra mim, ou o valentão não é páreo para uma Paladina?”

Com um sorriso sarcástico, tais palavras foram ditas pro Kaoru que havia levantado seu escudo em posição de batalha. O mais interessante é que todos haviam olhado para Aiarios com desprezo, como se ele tivesse feito algo errado, sua atitude era plausível, eliminar qualquer suspeito. Só que aparentemente isso não era aprovado pelo conselho.

Com um olhar de reprovação, Albert se aproximou e disse:

“Será que eu terei sempre que apaziguar vocês? Até parecem crianças... Todos vocês vão para seus dormitórios e amanhã começaremos a discutir como CIVILIZADOS, aquele que tiver alguma coisa contra, me procure e esteja totalmente preparado, porque se for algo irrelevante, não vou me policiar igual um bom arquimago faria.”

Nesse instante todos da sala esmagaram asas de borboleta e voltaram para seus quartos, só restaram na Sala, Yuuki que estava parcialmente paralisada, Albert que estava limpando seus óculos e Luiz que guardava a Foice de seu pai.

“Yuuki, meu tio irá explicar tudo a você, eu preciso me ausentar, tenho um velho amigo pra procurar e preciso ver se ele ainda mora nessa cidade... Desculpe por qualquer coisa.”

Dizendo isso Luiz saiu da sala, mas não trajava mais sua nobre armadura, agora eram vestias maltrapidas de um mercenário e mais uma vez tinha o doce sorriso no rosto, mas desapareceu nas sombras como um verdadeiro assassino.

“Bom, deixa eu pensar, acho que vou começar pela semana antes da sua chegada em Alberta a 10 anos... Senhorita Yuuki Lect...”
 


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“A verdadeira razão pela qual alguém luta só diz respeito a própria pessoa ou a própria razão...”


“Bom, deixa eu pensar, acho que vou começar pela semana antes da sua chegada em Alberta a 10 anos... Senhorita Yuuki Lect...” – Dizia Albert, com um sorriso no rosto.

– Como você sabe meu nome? – Resmungou Yuuki assustada, ela não usava seu sobrenome há dez anos...
– Bem minha cara, digamos que eu sei mais sobre você que aquele que lhe pediu para encontrar meu sobrinho e disse que ele tinha matado sua família.

Essas palavras foram ditas com a mais serena calma que Yuuki já presenciou durante toda a sua vida, entretanto elas foram tão pesadas quanto seu machado, como aquele senhor poderia saber sobre o velho de Arunafeltz, como saberia sobre o sonho? A única resposta para isso seria...

– Não sua tola, eu não sou o velho que você encontrou e também não estou lendo a sua mente, mas certas coisas são previsíveis e não posso deixar que pense besteira... então como eu dizia, sua chegada em Alberta foi uma grande sorte, são poucas as crianças naquela idade que sobrevive andar de Morroc até a cidade portuária. Eu não vou dizer que sei o que aconteceu com sua família, pois estarei mentindo, só posso dizer que conheci seus pais e eles foram boas pessoas, é uma pena que eles tenham sido vitimas da fúria daqueles fanáticos por Morroc. Pois bem... seu sucesso foi custeado devido aos auxílios de um desconhecido, provavelmente o mesmo que você encontrou em Arunafeltz. Eu tenho uma idéia melhor... por que você não me pergunta o que deseja saber e eu te conto? Fica mais fácil e poupamos histórias longas. – Albert disse isso com um grande sorriso, era estranho, mas o rosto daquele homem variava bruscamente da pessoa mais séria a mais risonha em poucos segundos.

Yuuki estava impressionada com a inteligência do Arquimago, deduziu o que ela pensou somente pelo seu rosto e é bastante detalhista, sem contar que agora tinha chance de descobrir o que tinha acontecido com sua família, era uma oportunidade que não poderia passar em branco.

– Explica essa história de fanáticos e me explica também por que alguém iria me custear! E não venha mentir pra mim!
– Ai, ai... Crianças são tão afobadas...
– Diga logo, você não falou que ia contar?
– Tudo bem, os fanáticos eram do Culto a Morroc, provavelmente seus pais se recusaram a ajudar e foram punidos por isso, aconteceu com muitas famílias, não se considere importante por ter sido vitima de uma ação dessas...
– Meus pais morreram fazendo o certo e não vou ficar lamentando, embora eu ainda acredite que existe mais coisa que você não quer contar...
– Realmente, eu sei de mais coisa sobre o que aconteceu com a sua família, mas não vejo razão nenhuma para revelar isso a você por hora...
– É A MINHA FAMÍLIA, EU TENHO O DIREITO DE SABER! – Yuuki disse isso se levantando da cadeira onde estava, parecia que tentaria uma ofensiva ao velho senhor.
– Você perdeu esse direito quando recusou o nome que recebeu. – Albert proferiu isso enquanto uma pequena chama lhe circundava – Se você tentar chegar perto, só ira se machucar, então é melhor sentar e acalmar os ânimos, você não duraria um segundo contra mim.

Yuuki ficou assustada, conforme cada palavra era pronunciada, mais quente ficava o ambiente e menor a chama ficava, de alguma forma era sentia o ar ficar pesado.

– Essas crianças... Só dão trabalho...
– Desculpe senhor Albert, por favor, conte sobre a pessoa que me custeou.
– Eu não! Estou com sono agora, amanhã eu penso se irei fazer isso, você não foi mimada, mas parece que viveu como uma princesa durante sua vida inteira. Yomir, leve ela para um quarto e sirva-lhe uma ceia. Eu irei para a biblioteca, tenho coisas a fazer...


No dia seguinte em Alberta



– Acorde meu companheiro, chegamos. Será uma manhã bastante divertida...

A voz vinha de um homem de cabelos longos brancos, ele trajava uma vestia típica dos arquimagos, mas essa era bastante surrada e tinha uma coloração um pouco mais escura que o normal.
– Acorde logo, quero passar por Payon e chegar a Izlude antes do anoitecer e se você ficar cochilando isso não será possível, será que esqueceu o nosso propósito aqui?


O homem de cabelos brancos dizia isso enquanto colocava seu Chapéu Chinês, seu par de Orelhas de Elfo, mordia uma torrada e chutava seu companheiro...

– Desculpe mestre, desculpe, Bafo pegou no sono, isso não vai acontecer novamente.
– Espero que não, se isso acontecer vou deixar você com os lobos. Mas vamos logo, faz tempo que não vejo o Flagelo, será que ele continua no mesmo lugar?

Dizendo isso o homem caminhava em direção ao um grande navio no norte do porto, seguido por seu companheiro, que era um Bafomé Jr. quando foi interrompido por um bruxo muito bem vestido e equipado.

– Ei você não é o Abel? Aquele cara que escreveu o último volume dos Mistérios de Midgard?
– Não, você deve estar me confundindo. Sabe dizer se mataram o Flagelo do Oceano?
– Se mataram quem?
– O Flagelo do Oceano, você deve conhecer ele pelo nome de Drake.
– Não mataram ele não, eu voltei de lá ainda pouco acabei de capturar meu Andarilho... Uma coisa? Qual seu nome? Ainda acho que você parece o Abel...
– Sim, meu nome é Abel, mas eu não sou aquele que escreveu o livro... Obrigado pela informação e cuidado com o Andarilho, eles não são muito sociáveis...

Dizendo isso Abel seguiu em direção ao Navio rapidamente, era estranho que algumas pessoas se lembravam do ocorrido há 20 anos, quando ele ainda era um ingênuo mago. Entretanto passado é passado e Abel estava entrando no navio para encarar o Drake.

– Marinheiro, me leve rapidamente até o navio fantasma, eu lhe darei essa peça de ouro se fizer isso agora.
– É claro meu senhor, agradeço a generosidade, estará no navio em poucos minutos, boa sorte em sua caçada.
– Sorte é uma coisa que eu não vou precisar, mas obrigado. Vamos Bafo, temos trabalho a fazer.

Alguns minutos depois, Abel estava na frente do navio encalhado e havia começado o princípio do fim da dinastia Fenrisulfr. Com a mesma voz poderosa que havia comandado os Atroces em Rachel, Abel proferiu:

– Flagelo do Oceano, Açougueiro do Cais, Capitão Drake, saia de seu navio nesse momento, não vim roubar seu Tesouro e sim lhe oferecer muito mais que possa imaginar!


O céu na ilha começou a escurecer, o mar ficava cada vez mais agitado... Até que das sombras que existiam no convés do Navio, Drake e sua tripulação de esqueletos surgiam. O Capitão avançou até a frente do Arquimago e com uma voz estridente disse:

– O que tem a me oferecer e o que pedirá por isso?
– Grande Capitão, eu ofereço triplicar seu tesouro e em troca que seja meu servo e assim servo de meu mestre, o grande Senhor das Trevas.
– O que faz você acreditar que irei me submeter a ele?
– Façamos um acordo então, se eu derrotar você irá vir comigo e ainda receberá sua recompensa... Caso venha a me vencer, eu irei aumentar seu tesouro em dez vezes. Está de bom tamanho?
– Pois bem arquimago, nós faremos da sua forma... SINTA O PODER DO CAPITÃO DRAKE! ESFERAS D’ÁGUA!

Com uma velocidade incrível, milhares de esferas surgiram e acertaram o corpo do arquimago, que foi arremessado por metade da ilha.

– Viu você não é forte o suficiente.

Antes que pudesse dizer alguma palavra, o Capitão fora cercado por 3 Barreiras de Fogo e envolvido em uma névoa esverdeada que diminuía seus movimentos.

– Como você sobreviveu?
– Simples, vestimenta elemental e uma capa com resistência a água, sem contar com meu escudo das valquírias, achou que eu viria encarar você sem estar pronto? Agora posso esquivar das suas esferas e se você andar, vai ter um pequeno problema com fogo, afinal, você é um morto-vivo...
– COMO VOCÊ OUSA!?!?!

Dizendo isso o monstro tenta novamente utilizar suas esferas, mas dessa vez ele precisou concentrar a magia durante uma fração de segundo, tempo o suficiente para ser interrompido pela magia mais básica, o Ataque Espiritual.

– Viu Capitão? Com o Pântano dos Mortos, você dificilmente vai conseguir me causar dano se eu mantiver distancia... Ah, olhe pra cima, tá chovendo...
– O que você disse?

Antes que Drake pudesse levantar sua cabeça para olhar o céu ele foi acertado por, não um, mas vários meteoros que caiam sem parar. O arquimago simplesmente olhava para o céu e movia a cabeça na direção do monstro e mais meteoros caiam. Alguns minutos depois os meteoros pararam de cair e o arquimago se aproximou de Drake, abaixou e disse:

– Então capitão? Vai vir comigo ou devo finalizar o senhor e voltar em algumas horas para conversar novamente?
– Tudo bem... Eu vou com você... – Drake dizia isso com sacrifício, nunca pensou que seria derrotado tão facilmente por alguém. – Só uma pergunta, como vai me tirar daqui?
– Sabia decisão. Preciso só de sua marca nesse livro e só peço que aguarde, quando for necessário você virá ao meu encontro. Seu carregamento chegará daqui a dois dias... É tempo o suficiente para se recuperar. Até breve Açougueiro.

Dizendo isso o arquimago esmagava uma asa de borboleta e retornava a Alberta. Acompanhado de seu fiel criado era chegada a hora de partir para Payon.

– Mestre, eu trouxe tudo que o senhor pediu, iremos agora encontrar o tigre ou a gata?
– Vamos andando Bafo, o tigre virá primeiro e a noite pegaremos a gata...
 

 
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“O tempo pode ser gentil com todos, mas com alguns sua voracidade não tem fim...”

– Vamos andando Bafo, o tigre virá primeiro e a noite pegaremos a gata...

Abel disse isso partindo calmamente em direção ao Norte, rumo a cidade dos arqueiros, conhecida como Payon. Estranhamente os monstros que eram agressivos no caminho ficavam com medo e se afastavam só de avistar ou sentir o cheiro do Arquimago, feito que se repetiu durante as duas horas de caminhada até que ele parou e disse:

– Bafo é melhor você recuar, caso contrário você ficará um pouco chamuscado...


Antes que pudesse expressar qualquer reação, o jovem bafomé jr foi empurrado por seu mestre que era atingido por uma imensa bola de fogo...

– Onde estão os modos? Não diz nem um olá e já vai atacando...


– O que o trás até minha floresta, Andarilho da Morte!

Tais palavras eram proferidas por um tigre enorme que fumava um cachimbo, seu nome, Eddga, o guardião das florestas. No passado era um ser amigável que ajudava os aventureiros, mas anos depois ele começou a atacar todos sem distinção.

– Olha Eddga, eu estou de bom humor... Só preciso que você deixe sua marca nesse livro aqui e na hora certa você vai poder atacar tudo que encontrar e em troc...

Antes que pudesse terminar a frase, Abel era acertado por uma bola de fogo gigante na cara. Seu cabelo estava um pouco chamuscado e seus trajes também... Isso tinha irritado um pouco o Arquimago...

– OLHA SÓ SEU TIGRE BURRO, PARA DE ATIRAR ISSO NA MINHA CARA QUE EU N....

E mais uma vez o Arquimago foi acertado por outra bola de fogo, esse ato selou o destino do pobre MVP.

– BASTA! MORRA SEU PROJETO DE ANIMAL IRRACIONAL!

Dizendo isso, Abel simplesmente estalou os dedos e toda a floresta congelou com a intensidade do frio que soprava. O pobre Eddga havia sido congelado vivo e a força dos ventos quebrou o gelo fazendo com que ele acabasse morto, mas como as leis dos mvps eram “generosas” ele voltaria a vida, mas era um caso perdido.

– Bafo, você está bem?

– Sim senhor, só um pouco dolorido. Mas o senhor acabou com o tigre, como faremos agora? E se a Gata e os outros tiverem as mesmas atitudes?

– Então todos eles sofreram o mesmo destino e meu exército não será tão vasto quando eu desejava... Vamos Bafo... será uma longa e tediosa caminhada...

Enquanto isso em Al de Baran


– Eu não! Estou com sono agora, amanhã eu penso se irei fazer isso, você não foi mimada, mas parece que viveu como uma princesa durante sua vida inteira. Yomir, leve ela para um quarto e sirva-lhe uma ceia. Eu irei para a biblioteca, tenho coisas a fazer...

Yuuki aceitou a idéia de ir para o quarto e ter uma boa refeição, estava faminta. Alguns minutos depois tudo foi servido e a comida era de muito bom gosto e lhe deixou com muito sono. Sem nenhuma outra idéia resolveu dormir.

– Senhorita Yuuki, o patrão Fenrisulfr deseja encontrar com a senhora na biblioteca, há roupas novas para a senhora no armário, por favor o patrão pediu urgência.

Dizendo isso Yomir sumiu tão repentinamente quando apareceu, deixando Yuuki semi-acordada e desnorteada, mas ela decidiu se vestir rapidamente e descer para conversar com Pisces ou Luiz, ou sabe-se lá como ele se chamava.

– Espero que o Yomir não tenha te acordado, teve uma boa noite de sono?

Luiz disse isso com um sorriso no rosto, mas não foi retribuído...

– Sem enrolar senhor “Anjo”, trate de explicar tudo que aconteceu...

Yuuki disse isso com um rosto muito sério, era possível notar que qualquer reação diferente da desejada por ela, seria retalhada violentamente...

– Tá bom senhora Ferreira toda poderosa, senta essa bunda aí e escuta o que o Luiz tem pra falar, esse cara não é de muito papo, então vamos ouvir... pois também estou curioso pra saber COMO meu nome foi parar nisso tudo...

Essas palavras eram de uma voz diferente, tinha um tom de deboche e segurança, mas era estranho, só havia Yuuki e Luiz na sala...

– Quem disse isso!? – Perguntou rapidamente Yuuki, que estava assustada, cada minuto naquela casa era estranho.

– Onde estão meus modos... Eu me chamo Pisces Dhellor, sou só um segurança da biblioteca de Juno.

Dizendo tais palavras, uma pessoa surgiu literalmente do nada, na parte da sala iluminada pelos raios de sol, um rapaz de cabelos brancos e largados, trajado com o “uniforme” característico dos Desordeiros estava em pé. Um cheiro MUITO forte de poeira começou a impregnar o lugar fazendo Yuuki espirrar um pouco.

– Vamos lá Luiz, conta pra essa guria a sua situação e POR QUE VOCÊ USOU MEU NOME! Se vier com a história que amigos de infância fazem isso eu encho a sua cara de bolacha e você vai precisar de canudinho pra ser alimentar...

– Dhellor, calma vou explicar tudo, só para de me ameaçar assim que quem não te conhece acha que é verdade...

Antes que Luiz pudesse começar a falar, Yuuki começou a gritar:

– PERA, VOCÊ É O PISCES!? MAS FOI ELE QUE ME SALVOU E NÃO VOCÊ! COMO ISSO É POSS...

Yuuki tinha perdido a voz, e reparou também que tinha um corte pequeno no braço...

– Nossa senhora, que mulher escandalosa... Fique calma, eu só usei uma adaga que deixa as pessoas sem voz por um tempo... Senta a bunda e escuta ao invés de ficar gritando na minha cabeça sua ferreira burra.

Dhellor estava sorrindo quando falou e tinha uma pequena faca girando nas mãos. Yuuki estava sem voz mas a cara que fez dava pra notar a fúria por ter sido tratada de forma tão rudimentar por alguém que ela na conhece, mas ela resolveu ficar quieta e ouvir a história.

– Nossa Dhellor, não precisava de tanto, mas vamos pelo principio.
– Como eu falei com você ontem a noite, desde a morte dos meus pais andei pelo reino tentando encontrar a minha irmãzinha, que tem o mesmo nome dessa Ferreira, que teve um encontro com o tal do feiticeiro e que começou a me procurar. O feiticeiro achou que seria engraçado me fazer acreditar que ela era minha irmã e colocar na cabeça dela que eu matei a família dela.

Nessa parte Luiz fez uma pausa e olhou dentro dos olhos de Yuuki...

– O que talvez tivesse funcionado caso eu não tivesse visto a marca de nascimento na nuca da Yuuki, essa mancha em forma de emperium. Meu tio ontem percebeu a influência do Feiticeiro na mente da Yuuki e passou a noite desfazendo isso, mas não sei se funcionou ou se ele só está brincando conosco...

– Tá isso faz sentido, agora me explica a parte do nome...

–Sim, quando eu viajei a Morroc a sua procura e descobri que você tinha desaparecido em serviço na cidade de Juno, fui até a Guilda dos Mercenários para começar uma nova vida, o Atual líder era amigo da família então ele aceitou. Depois que o treinamento estava concluído ele me perguntou se eu queria mudar de nome, aí eu me lembrei de você, e como você tinha desaparecido...

– Resolveu usar o nome do amigo ao invés de procurar por mim... Luiz eu ainda te esgano...

– Não coloque a culpa em mim. Quem iria acreditar que você leu um livro sem querer e foi parar no Valhalla e viveu toda a sua vida novamente...

– Acidentes acontecem... E o dia que eu encontrar aquela Valquíria novamente... Desde quando voltar do Zero é prêmio. Mas e a parte de salvar ela na vila dos Orcs?

– Isso foi acidente, eu só estava tentando descobrir quem atrapalhava as rotas comercias. E eu me esqueci de contar ao Orc Herói a razão de ter invadido a vila e não terminei meu serviço... Não vou receber aquela recompensa...

– Você é rico e fica chorando por uma merreca?

Com esse comentário ambos começaram a rir e conversar sobre as aventuras que Luiz e Dhellor tiveram nesses 10 anos. Yuuki ficava refletindo sobre o que escutou, ela foi enganada pelo Feiticeiro que ela ouvi falar e nem sabia o motivo e o Luiz tinha se aproximado dela por isso, ela pensou que ele gostava dela, sua frustração ficou remoendo sua mente pelo tempo que os dois ficaram rindo...

– Senhores, eu vejo que a conversa está boa, mas teremos outra reunião com o Conselho para decidir algumas coisas. – Disse Albert, tio de Luiz.

– Dhellor, participe da Reunião, quero lhe pedir um favor e só poderá ser feito durante essa reunião...

– Já estou até vendo que vai sobrar trabalho...
 

Comentários
Ótima =D
Escrito por Comandante SD 3º em 2009-09-07 10:25:25
Ótima fic pisces, vc postou o 4º cap aqui na NC finalmente XD
Muito boa
Escrito por Lupe89 em 2009-09-07 10:26:43
Muito boa pisces,eu gostei até da imagem,parabéns, a história tbm é muito boa, a Yuuki vai se apaixonar por ele ou num vai?
Demorou mais chegou!!!
Escrito por *~Pisces~* em 2009-09-07 10:36:02
Bom pessoal, demorou pra chegar aki, mas agora já está ^^ 
 
Enfim, respondendo ao Lupe: Yuuki não será só um rostinho (corpo também) bonito.... aguardem 
 
MUAHAHAHAHAHA....
Boa Kra Gostei Muito
Escrito por rodrigodique em 2009-09-07 14:51:35
:) :grin É Diferente Da Do Lupe... 
Mais Gostei Kda Uma Tem Um Ponto Forte. 
Kda Uma Tem Sua Parte Legal !!! 
Gostei Muito Msm.
Escrito por andregm em 2009-09-08 14:22:54
Mto bom Piscies,uma das melhor fic ke ja li até agora,(e olha ke so um fanfikero nato)tá bem bacana,mas acho ke dá pra caprichar mais em detalhes....
Muito Phoda
Escrito por Youkai em 2009-09-09 08:25:47
Escrito por Youkai em 2009-09-09 08:27:04
Essa Foi umas das melhores fics q tem na net muito foda 
 
muito bem feita 
 
parabens 
 
^^
Show
Escrito por *~Anjo Da Noite~* em 2009-09-10 13:54:48
D+++++++++++++ 
Adorei Bjs Nicole 
 
USarios: 
*~Anjo Da Noite~* = Sacerdodista lvl 59 
Mercadora de Rune=Alquimista lvl 73
Escrito por Iruga em 2009-09-20 20:48:17
bem q vc disse q o cap 5 seria o epsie o.o ta bo mdemais agora sera q os dois vão descobrir q são inimigos mortais :O ou decendentes de grandes guerreiros q derrotarão sr das trevas juntos ? 
@Iruga
Escrito por *~Pisces~* em 2009-09-20 21:19:36
De onde vc tirou o Senhor da Trevas?!?! 
 
E aguarde o que virá com esses dois /mal
*Suspense*
Escrito por guicadernal em 2009-09-23 05:30:26
Caraka *-* 
 
Eles vao lutar entre si axando que sao inimigos por causa das vozes do sonho da Yuuki, que eh alguem que quer Pisces morto, mas no fim ela vai descobri que Pisces nao matou sua familia, e talvez seja ela?!? *¬*(
Corrigindo acima u.u"
Escrito por guicadernal em 2009-09-23 05:32:20
Caraka *-*  
 
Eles vao lutar entre si axando que sao inimigos por causa das vozes do sonho da Yuuki, que eh alguem que quer Pisces morto, mas no fim ela vai descobri que Pisces nao matou sua familia, e talvez seja ele sua familia?!? *¬* 
 
Guicadernal=Uchimaki Chigan T.T
fods
Escrito por Linhares07 em 2009-09-23 18:48:26
F*dêncio & Cia :grin
Escrito por Iruga em 2009-10-01 20:32:05
cara no adianta tentar prever a fic do pisces ele é totalmente imprevisivel :grin  
e pisces ja q você disse ELE pensse iq foce o sr das trevas \o/ ento quem mais poderia ser ? Fenrir ? (achu q é esse onome)
Demorou mais saiu @@
Escrito por *~Pisces~* em 2009-10-11 08:56:15
Semana corrida, agora consegui colocar a fic aqui ^^ 
 
Abraços gente ^^  
 
PS: Podem mandar e-mail com criticas sobre a Fic ^^
Escrito por Vengauce em 2009-10-11 20:59:50
Boa Fic cara, parabéns \o
Escrito por Iruga em 2009-10-11 22:58:13
to perplexo com o sexto capitulu o.o
Escrito por Bartholomew Finn em 2009-10-13 15:10:56
muito massao capitulo 6 mano!! 
pirei! :eek  
Parabens
Escrito por Hells em 2009-10-25 09:26:38
O.o pelo jeito a fic tá entrando em uma nova fase... Pelo estilo do Pisces, agora os mistérios iniciais vão sendo revelados e aumentados aos poucos... 
Duro é esperar 15 dias pro próximo capitulo agora T.T
Parabens !!!
Escrito por rodrigodique em 2009-10-28 09:24:42
Kra Muito Boa A Fic 
Espero que a que eu esteja criando fike boa tbm 
mais parabens muito enteresante 
to esperando os outros captulos
legal
Escrito por fencer em 2009-11-20 17:39:06
muito legal espero que o fic que eu estou fazendo tenha pelo menos algem que goste ele ainda ta no começo + vou fazer oq posso pra ele vir o + rapido possivel pra ver se sei escrever nem que seja um pouco + duvido que fique tão bom quanto o seu...
Escrito por *leonato* em 2010-01-03 16:46:51
mto legal a fic  
mas o capitulo IX parece ser escrito por outra pessoa, tem um estilo totalmente diferente. Eu pessoalmente preferia o anterior.
Boa Pisces
Escrito por Enryuu em 2010-06-09 13:53:19
Realmente, nesse capítulo me confundi um pouco :p mas lendo duas vezes entendi, muito bom Pisces, ta de parabéns, espero que não demore para postar o próximo capitulo tanto quanto demorou pra postar esse, Enjoy xD
Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:49:12
cara que D+ :grin :grin :grin  
mas cade a continuação
Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:49:41
cara que D+ :grin :grin :grin mas cade a continuação
nuss
Escrito por evaldo barros em 2010-08-06 13:51:00
cara que D+ :grin :grin :grin  
mas cade a continuação :?

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Última Atualização ( 08 de junho de 2010 )
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